As Filipinas declaram um "estado de calamidade" em várias Províncias nesta terça-feira depois de o tufão Nida ter matado ao menos seis pessoas e ter expulsado milhares de outras de suas casas ao passar pela região leste do país.
Com ventos médios de 160 quilômetros por hora e rajadas de até 195 quilômetros por hora, o tufão provocou enchentes e deslizamentos de terra na região de Bicol, ilha de Luzon, antes de rumar para o Japão, disseram autoridades filipinas.
A presidente do país, Gloria Macapagal Arroyo, colocou seis Províncias da região de Bicol e duas Províncias da região de Visayas (região central) em estado de calamidade, mobilizando todos os recursos disponíveis para ajudar as comunidades afetadas.
Uma estação de rádio disse que três pescadores morreram quando o barco em que estavam naufragou perto da costa da Província Camarines Norte. Duas pessoas morreram tentando atravessar rios caudalosos nas Camarines Sur.
O Conselho Nacional de Coordenação para Desastres afirmou que um outro homem morreu atingido por um raio na ilha de Panay. Oito pescadores estão desaparecidos.
A maior parte de Bicol continua isolada. O Nida derrubou postes de eletricidade e cortou as linhas telefônicas.
"As ligações por rádio, por linhas terrestres e por telefones celulares ficaram mudas em muitas áreas", disse o chefe regional da polícia, Jaime Lasar. "Mesmo as comunicações com nossos militares e policiais não estão funcionando."
Segundo a agência de meteorologia do governo, o tufão estava a cerca de 195 quilômetros de Basco, região mais ao norte das Filipinas. As Filipinas são atingidas por algo entre 17 e 20 tufões todos os anos.
O mais violento dos últimos tempos foi o Thelma, que atingiu a ilha Leyte em novembro de 1991, provocando grandes enchentes em Ormoc City, onde cerca de 5.000 pessoas morreram afogadas.