Cinco pessoas morreram e seis permanecem desaparecidas durante a passagem do tufão Hai-tang pela província de Zhejiang, na China, onde provocou um prejuízo de US$ 870 milhões (714 milhões de euros), informaram, nesta sexta-feira, fontes oficiais.
O tufão, que chegou na terça-feira à costa chinesa após atravessar Taiwan, onde deixou 12 mortos, afetou em Zhejiang 7,6 milhões de pessoas, arrasou 7.553 casas e provocou danos em outras 58 mil, segundo o Ministério de Assuntos Civis.
Instalações hidráulicas, diques fluviais, provisão de energia e serviços de telecomunicações foram afetados pelos fortes ventos e chuvas que arrasta o Hai-tang, o qual, paradoxalmente, leva o nome de uma flor.
Além disso, 215.400 hectares de colheitas ficaram danificados, das quais 47 mil ficaram "totalmente destruídos", segundo o Ministério.
- Nos próximos dias terá que prestar especial atenção às inundações, deslizamentos de terras, quedas de rochas e elevação do nível de água por causa das chuvas torrenciais - advertiu Yao Yuewei, do centro provincial de controle de inundações, segundo o jornal oficial <i>China Daily</i>.
Na província vizinha de Fujiang, a outro grande afetada pelo Hai-tang, as perdas são estimadas até o momento em 657 milhões de dólares (539 milhões de euros), enquanto 21 pessoas ficaram feridas.
Na capital da província, Fuzhou, os 110 vôos que foram cancelados, já foram reatados, anunciou hoje a Administração de Aviação Civil.
Segundo as autoridades meteorológicas, o Hai-tang, o tufão com mais força dos últimos cinco anos no país, está perdendo força desde hoje, por isso o milhão de pessoas evacuadas em Zhejiang e Fujiang começaram a regressar, pouco a pouco, a seus lares.
A costa do leste e do sul da China sofre a cada ano dezenas de tufões, sobretudo durante o verão, quando toda a faixa meridional se vê afetada por inundações e desastres naturais similares, que nos últimos dois meses provocaram mais de 700 mortes.
Rio de Janeiro, 16 de Maio de 2026
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