Rio de Janeiro, 02 de Abril de 2026

Tufão atinge sudoeste da China

Quinta, 10 de Agosto de 2006 às 08:18, por: CdB

O tufão Saomai, o mais potente dos registrados na China durante os últimos dois anos, atingiu nesta quinta-feira o sudeste do país, onde mais de 1,5 milhão de pessoas foram retiradas, informou a agência Nova China.

O Saomai, nome que os vietnamitas dão ao planeta Vênus, afetou a província de Zhejiang no final do dia, com ventos de até 216 km/h que provocam os temores de muitos danos materiais.

Antes da chegada à província, o tufão cruzou uma parte da ilha de Taiwan, sem provocar vítimas.

As autoridades retiraram quase um milhão de pessoas em Zhejiang e 569 mil na província vizinha de Fujian. Os tráfegos marítimo e aéreo foram severamente prejudicados em todo o sudeste do país.

Este é o sétimo ciclone que afeta a China no ano. Mais de 80 pessoas morreram na semana passada na passagem do tufão Prapiroon. Os temporais deixaram 1.699 mortos e 415 desaparecidos no decorrer de 2006 no país, de acordo com a Cruz Vermelha chinesa.

A imprensa oficial informou na quarta-feira que no mês de julho os desastres naturais mataram 987 pessoas na China, além de terem deixado 310 desaparecidos e provocado prejuízos de US$ 8,6 bilhões.

- É o tufão mais poderoso registrado no sudeste da China em 50 anos - informou a agência oficial, que citou como fonte o líder do Partido Comunista de Zhejiang, Xi Jinping.

Outros funcionários afirmaram que o Saomai pode ser mais forte que o tufão Rananim, que matou 164 pessoas em agosto de 2004 em Zhejiang. Mais de 34 mil embarcações de Zhejiang retornaram para o porto com a aproximação do tufão. Outras 10 mil embarcações e 35.282 pescadores que trabalham em Fujian retornaram para o porto na quarta-feira à noite. Além disso, 26.800 escolas da província suspenderam as aulas.

As autoridades esperam pelo menos 25 centímetros de chuva em Fujian nos próximos dias.

Em Hong Kong, as autoridades cancelaram ou adiaram 17 vôos para Taiwan por causa das chuvas torrenciais e dos fortes ventos.

O mau tempo afetou 300 milhões de pessoas. Cinco milhões de casas foram destruídas 32 milhões de hectares arrasados, segundo o ministério de Assuntos Civis.

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