A questão de aumento ou não dos combustíveis, e porque exploram tanto o assunto (leiam post acima), está muito bem explicada numa entrevista do presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, concedida ao repórter Germano Oliveira publicada em O Globo.
Germano escreve o texto corretamente. Pena que a editoria de Economia de O Globo desconheça completamente isto na edição do título da matéria “Petrobras não pode ser a vilão da inflação" e num subtítulo de explicação "Presidente da estatal não vê grande impacto em caso de reajuste de gasolina”
Vejam o que diz Sérgio Gabrielli:
"Eu não disse que havia uma decisão de reajustar o preço dos combustíveis. E o ministro (Mantega) também não me desautorizou. Ele só disse que não havia uma decisão de reajustar os preços. E não há mesmo. Eu disse, e repito, que, se os preços do petróleo se estabilizarem na alta (do choque internacional), o reajuste será necessário, pois estaremos defasados.
Em outro trecho ele destaca: "Não reajustamos o preço da gasolina desde maio de 2009, quando o reduzimos em 4,5%. Até porque, se não reajustarmos o preço da gasolina internamente, com o aumento da cotação do petróleo no mercado internacional, a Shell, que está no Brasil e compra da gente, vai passar a comprar uma quantidade grande da Petrobras para exportar, ganhando dinheiro às nossas custas."
Aliás, o Gabrielli já havia explicado tudo isto à Folha na semana passada - onde começou toda esta história do reajuste do preço da gasolina e que o reajuste era apenas uma hipótese, caso o preço do petróleo permaneça por muito tempo neste patamar elevado. A mídia ignorou a explicação porque ela não serve ao seu propósito de manter a onda terrorista de que “a inflação está chegando”.
Tudo para manter terrorismo sobre inflação
Segunda, 11 de Abril de 2011 às 13:35, por: CdB