Com a manutenção do nome bem apropriado para eles - "gentequemente" - os tucanos fazem ressurgir das cinzas o blog que montaram há algum tempo, usado na campanha presidencial eleitoral do ano passado para alguns dos mais torpes e vis ataques ao governo Lula, à sua candidata ao Planalto, hoje presidenta Dilma Rousseff e a todos nós petistas.
Ao voltarem, pelo menos de acordo com os primeiros posts veiculados, continuam os mesmos, na mesma linha da baixaria. Como vemos, predomina no PSDB o mesmo espírito da campanha eleitoral e do comportamento deles nos 8 anos de Lula: não reconhecer a legitimidade do governo do PT e fazer oposição sem negociações e mediações.
Parece - esta é a conclusão a que se pode chegar - que o novo líder da oposição nacional, senador Aécio Neves (PSDB-MG) não teve sucesso em sua defesa de uma oposição propositiva e fiscalizadora. Afinal, pelo que tem saído no blog tucano - e eles nem assumem ser do partido, dizem que o diário é de algumas pessoas simpatizantes - nem os tradicionais 100 dias de governo Dilma eles esperaram.
“Gente que Mente”
O site está de volta com sua mesma cara serrista, de mau humor e rancor, ressentimento e sectarismo políticos. Nada mais é do que um blog que parte do príncipio equivocado de que a gente não tem discernimento e capacidade para distinguir a política salarial e econômico-social de FHC e do PSDB, da do presidente Lula e do PT.
Recomeçam mostrando que não são capazes de entender que acordos como o que rege a política salarial, feito há dois anos entre governo e centrais sindicais com chancela do Congresso Nacvional, têm que ser cumpridos. Sequer entendem que o salário mínimo aumentará conforme o crescimento do país, de seu PIB, produtividade registrada nos 2 anos anteriores, mais a inflação do último ano.
Não entenderam que os reajustes do mínimo vieram desde o governo Lula e continuarão a ter aumentos acima das taxas do PIB e da inflação - e que está é uma política que pode, deve e está sendo adotada há 9 anos.
Políticas sociais e de redistribuição não são o forte do PSDB
Historicamente a participação do trabalho na renda nacional tem caído e esta é a política que pode reverter isto. Deve ter continuidade, por ser sinônimo de redistribuição de renda, desde que e sempre que não pressione a inflação porque esta, não controlada reduzirá os supostos aumentos a uma quimera.
Mas, reconheçamos, esta é uma política social e de redistribuição de renda. Coisas que nunca constiuíram o forte dos governos, programas e práticas tucanos.
Rio de Janeiro, 09 de Agosto de 2026
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