O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM), dissenesta quarta-feira que o partido pode lançar um candidato próprio à Presidência do Senado caso o PMDB rejeite a candidatura do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN).
— Os outros peemedebistas são nomes respeitáveis que justificariam a disputa com um senador ou senadora do PSDB —, afirmou.
Para Virgílio, dentre os quatro peemedebistas pré-candidatos anunciados nesta quinta, Garibaldi é "o mais aceitável". O líder tucano, no entanto, condiciona o apoio de seu partido a garantias de que Garibaldi conduziria o Senado com transparência e independência. O Democratas já garantiu apoio ao eventual lançamento de uma candidatura do PSDB.
Em reunião nesta quinta-feira, quatro senadores peemedebistas manifestaram a intenção de disputar o comando do Senado: Valter Pereira (MS), Garibaldi Alves Filho (RN), Neuto de Conto (SC) e Mozarildo Cavalcanti (RR). O senador Mão Santa (PI) sugeriu à bancada o nome de Pedro Simon (RS) como potencial candidato à presidência da Casa. A decisão final, no entanto, só sairá na próxima terça-feira.
Para o líder do Democratas (DEM), José Agripino Maia (RN), a definição de quatro pré-candidatos é uma tática do PMDB para forçar a escolha de um nome que possa unir a bancada peemedebista.
— Quem tem quatro candidatos não tem nenhum —, afirma.
Por isso, José Agripino espera que o processo interno do PMDB se conclua na terça-feira para, então, o DEM tomar uma posição. O líder do Democratas manifestou preferência a Garibaldi por se tratar de um aliado político no Rio Grande do Norte, mas afirmou que os nomes considerados ideais pelo partido são os senadores Pedro Simon (PMDB-RS) ou Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), que atuam de forma independente em relação ao governo.
Na base aliada, a reação ao anúncio dos pré-candidatos à sucessão do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) na Presidência do Senado foi mais cautelosa. Os partidos resolveram esperar a decisão final dos peemedebistas para se manifestarem.
A líder do bloco de apoio ao governo no Senado, Ideli Salvatti (SC), disse que o compromisso dos governistas é apoiar o nome que o PMDB definir. Ela, no entanto, recomendou que a escolha recaia sobre um nome com "capacidade de agregar internamente o PMDB e que tenha estatura de conduzir a Casa depois da crise vivida nos últimos meses".
O líder do PSB, Renato Casagrande (ES), não descarta a possibilidade de escolha, pelos peemedebistas, de um nome de consenso da Casa que possa conduzir os trabalhos até as eleições de 2008. Já Marcelo Crivella (PRB-RJ), considera Garibaldi como o nome mais preparado para assumir o comando do Senado.
— Pela experiência de já ter governado um estado, com todas as pressões que deve ter recebido, ele pode ser o nome mais preparado para as imensas [pressões] que estão sobre a Casa —, afirmou.
Tucanos podem lançar candidato à Presidência do Senado
Quarta, 05 de Dezembro de 2007 às 18:55, por: CdB