O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse nesta terça-feira que continua convicto de que a oposição deve esticar os prazos de tramitação da CPMF até que obtenha segurança de que o governo não tem os 49 votos em plenário para aprovar a prorrogação do tributo até 2011. “Não pode apressar antes de ter certeza absoluta. Desobstruindo hoje, de qualquer forma, só vota em primeiro turno no dia 17”, disse Virgílio.
A estratégia não é compartilhada pelo Democratas, que acredita que o governo não tem os votos para aprovar a CPMF, e por parte do próprio PSDB. “Na minha opinião devemos votar logo. Acredito que o governo não tem mais votos para aprovar a CPMF”, defende a primeira vice-presidente tucana, Marisa Serrano (MS).
Segundo Virgílio, a decisão de liberar completamente a pauta é ‘muito arriscada’. Ele avalia que ainda não tem confiança completa sobre a decisão de parlamentares que anunciam voto contra o tributo. “Nesse cenário de hoje, o governo consegue cooptar votos em 72 horas”, analisa.
O presidente Lula, percebendo a frágil maioria no Senado, disse nesta segunda-feira que vai entrar diretamente nas negociações com senadores para aprovar a CPMF. “Por enquanto, ainda não recebi nenhum aviso de encontro no palácio. O PMDB espera há muito tempo essa conversa com o presidente”, afirmou o líder do PMDB, Valdir Raupp (RO).
Caso a CPMF não seja votada até o dia 31 de dezembro, a Proposta de Emenda Constitucional perde validade e o governo terá que encaminhar uma nova proposta, de criação do tributo, no começo do ano que vem. Neste caso, terá que cumprir um prazo de 90 dias sem a cobrança de 0,38% sobre as movimentações financeiras. O Ministério da Fazenda calcula que o prejuízo pode ser de até R$ 15 bilhões, em 2008.
Tucanos divididos sobre tática em relação à CPMF
Terça, 27 de Novembro de 2007 às 10:52, por: CdB