A bancada estadual do PSDB de São Paulo anunciou nesta terça-feira apoio ao governador Geraldo Alckmin na disputa interna para concorrer à Presidência da República. Após café da manhã no Palácio dos Bandeirantes, com a presença dos 22 deputados estaduais do PSDB, o deputado Edson Aparecido esclareceu que não se trata de escolher um candidato melhor que o outro.
Ele sustentou que Alckmin seria o candidato natural por estar encerrando um ciclo de seis anos como vice-governador e seis anos como governador, enquanto Serra está apenas iniciando o ciclo dele à frente da prefeitura de São Paulo.
- (Os deputados) ouviram o conjunto do partido no Estado. O governador é quem reúne as melhores condições para disputar - disse Aparecido.
Segundo ele, o presidente do diretório estadual do PSDB, Sidney Beraldo, comunicaria o apoio ao presidente nacional do partido, senador Tasso Jereissatti (CE), e ao prefeito de São Paulo, José Serra - o outro nome na disputa para ser o candidado tucano. Depois de um evento no Palácio dos Bandeirantes, o prefeito José Serra não quis comentar o apoio da bancada paulista à candidatura de Alckmin.
- Eu vim aqui para tratar de assunto do município. Estive com o governador durante meia hora, nem tocamos neste tema (sucessão presidencial) - disse Serra a jornalistas.
Aparecido afirmou ainda que a definição do candidato do partido à Presidência não será de Tasso, do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
- Na realidade, a decisão não é dos três, isso eles já colocaram muito claramente... O que eles estão fazendo é apenas aferir a vontade do partido. Eles já disseram isso: que não são os três que vão decidir. O PSDB precisa mudar a agenda. Não podemos mais fazer com que apenas a discussão interna seja a agenda do PSDB para a sucessão do presidente Lula - afirmou o deputado.
Aparecido disse ainda que Alckmin confirmou que vai se descompatibilizar do cargo em 31 de março, após inaugurar a linha 2 do metrô.