João Oreste Dalazen decidiu voltar atrás após perceber que Infinity “omitiu informações relevantes”
Por: Raoni Scandiuzzi, Rede Brasil Atual
Publicado em 02/08/2011, 11:48
Última atualização às 11:48
TweetSão Paulo – O ministro presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), João Oreste Dalazen, voltou atrás de sua própria decisão e decidiu manter a libertação dos cortadores de cana que trabalham no grupo Infinity, em Naviraí (MS). Os trabalhadores contratados pela empresa agrícola foram flagrados pelo grupo móvel de fiscalização no início de julho em condições de trabalho análogas à escravidão.
Após a denúncia do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o desembargador Ricardo Alencar Machado, solicitou a interdição das frentes de trabalho e rescisão nos contratos do 827 cortadores de cana, sendo eles 285 indígenas e 542 migrantes de Minas Gerais e da região Nordeste.
A liminar do desembargador havia sido cassada por Dalazen no dia 20 de julho. No entanto, após a pressão de movimentos organizados e associações que trabalham pela garantia dos direitos humanos, o presidente do TST reconsiderou a própria decisão e permitiu a continuidade das atividades relativas à libertação. Dalazen justificou a revisão pelo fato de o Grupo Infinity “omitir informações”.
Com a revogação, a liminar do desembargador Ricardo Alencar Machado volta a ter validade. A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que a Infinity concordou em rescindir os contratos de trabalho de todos os empregados dispostos a deixar o local.
Com informações da agência Repórter Brasil