Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2026

TST questiona fiscalização externa no Judiciário

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Francisco Fausto, questionou a eficácia da idéia do PT de criar ouvidorias para receber reclamações e denúncias contra atos do Poder Judiciário. Para o ministro, a idéia de criar ouvidorias é a 'radicalização dos propósitos com relação à reforma do Poder Judiciário'. (Leia Mais)

Terça, 18 de Novembro de 2003 às 09:46, por: CdB

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Francisco Fausto, questionou a eficácia da idéia do PT de criar ouvidorias para receber reclamações e denúncias contra atos do Poder Judiciário.

Para o ministro, a idéia de criar ouvidorias é a ''radicalização dos propósitos com relação à reforma do Poder Judiciário''. ''Não se pode esperar que essa opinião, feita de maneira atabalhoada, possa servir de referencial para a reforma do Judiciário'', afirmou.

Segundo declarações divulgadas por membros do PT, a intenção é que a rede de ouvidorias seja a ponta do Conselho Nacional de Justiça, instituição que o governo pretende criar até julho de 2004. Por meio desse serviço, membros do governo acreditam ser possível acompanhar as atividades administrativas nos tribunais, fiscalizar a conduta de magistrados e verificar eventuais irregularidades cometidas por juízes no exercício de suas funções.

Essas ouvidorias deveriam, na opinião do ministro, estar ligadas a tribunais e não ao Conselho Nacional de Justiça, formado por pessoas estranhas ao Judiciário. ''A meu ver, o controle externo não é a solução, uma vez que pessoas que não são ligadas ao Judiciário não têm como conduzir os trabalhos de fiscalização da maneira que têm que ser conduzidos'', afirmou.

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