Rio de Janeiro, 25 de Outubro de 2026

TST apresenta proposta mas greve dos Correios é mantida

A criação de um plano de cargos e salários para a Empresa de Correios e Telégrafos, elaborado com a participação dos servidores e com 30% de aumento sobre o salário-base, é o ponto principal da proposta apresentada nesta terça-feira pelo Tribunal Superior do Trabalho em audiência de conciliação entre a empresa e os grevistas. Manifestantes do Distrito Federal que aguardavam o fim da audiência na porta do TST rejeitaram a proposta e decidiram manter a greve. (Leia Mais)

Terça, 15 de Julho de 2008 às 07:41, por: CdB

A criação de um plano de cargos e salários para a Empresa de Correios e Telégrafos, elaborado com a participação dos servidores e com 30% de aumento sobre o salário-base, é o ponto principal da proposta apresentada nesta terça-feira pelo Tribunal Superior do Trabalho em audiência de conciliação entre a empresa e os grevistas. Manifestantes do Distrito Federal que aguardavam o fim da audiência na porta do TST rejeitaram a proposta e decidiram manter a greve.

O representante da ECT, Alberto de Mello Mattos, concordou com a proposta , mas os representantes dos grevistas vão submetê-la à assembléia. Os trabalhadores de todo o país têm até a próxima quinta-feira, para votar a proposta. A proposta também prevê um valor extra, ainda não definido, proporcional às horas trabalhadas nas ruas. Além disso, a empresa descontaria do salário dos grevistas só a metade dos 15 dias parados e, no prazo de 60 dias, nenhum coordenador do movimento seria demitido.

A proposta foi apresentada em audiência de conciliação pelo presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Rider Brito, com o objetivo de pôr fim à greve de funcionários da empresa.

Pelo menos 84 milhões de cartas e 360 mil encomendas estão com entregas atrasadas em todo o país. Somente no Rio de Janeiro, cerca de 900 itens, entre correspondências e encomendas, ficam acumuladas, por dia, nos centros de triagem. De acordo com a assessoria de imprensa da ECT, no Rio a adesão à paralisação é mantida em 30%.

Os empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) estão em greve desde o dia 1º de julho reivindicando adicional de risco de 30% do salário-base dos carteiros; a implantação de um plano de carreira e a renegociação na participação nos lucros e resultados.

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