Anteriormente, logo após assumir o cargo, Trump assinou o decreto-executivo que revê medidas do governo do ex-presidente Barack Obama na área de energia
Por Redação, com agências internacionais - de Washington
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tende a aprofundar sua política de uso de combustíveis poluentes. Ele vai assinar vários decretos presidenciais sobre energia na sexta-feira, disse um funcionário da Casa Branca neste domingo.
"Os decretos tem como base decisões anteriores que têm aberto caminho para criação de empregos, inovações na produção de energia e redução de encargos desnecessários para os produtores de energia", disse o funcionário na condição de anonimato.
Anteriormente, logo após assumir o cargo, Trump assinou o decreto-executivo da Independência Energética, que revê medidas do governo do ex-presidente Barack Obama. A legislação anterior tinha como objetivo diminuir as emissões de gases de efeito estufa dos Estados Unidos para atender aos compromissos feitos no Acordo de Paris, de 2015.
Energia suja
Trump criticou a gestão Obama, que implementou regulamentações “caras que prejudicaram os empregos e a produção de energia nos Estados Unidos”.
— Nós vamos colocar um fim à guerra contra o carvão — disse o presidente norte-americano.
Em seu discurso, Trump fez referência ao Plano de Energia Limpa de Obama, que obrigou os Estados a limitarem as emissões de carbono em suas usinas energéticas. Segundo a Casa Branca, o plano poderia custar aos norte-americanos até U$ 39 bilhões por ano e aumentar em pelo menos 10% o preço da eletricidade em muitos estados.
A medida já havia sido suspensa pela Suprema Corte norte-americana. Isso, depois que Estados entraram com ações na Justiça pedindo sua revogação.
Meio ambiente
Organizações ligadas a temas ambientais protestaram contra o decreto. Segundo o Greenpeace, a ordem mostra que o máximo que Trump conseguirá fazer é atrasar a “inevitável transição da América para a energia limpa, mas não pode pará-la”.
O decreto prevê a revisão de quaisquer ações das agências federais. Todas que possam, potencialmente, “atrapalhar o desenvolvimento seguro e eficiente de recursos energéticos nos Estados Unidos”. Além disso, revoga ações de governos passados relacionadas a energia e clima
Entre elas, ficam suspensos o bloqueio de exploração de carvão em terras sob jurisdição federal. Idem as regras para diminuir emissões de metano. Também serão revisadas as medidas que exigiam determinados cálculos de custo social. Entre elas as emissões de carbono, óxido nitroso e metano para análise e aprovação de projetos de infraestrutura.
A desregulamentação da indústria do carvão foi uma das promessas de campanha de Trump. Bem como a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris. Mas, desde o início da sua gestão, Trump ainda não confirmou se pretende levar adiante a segunda promessa.