Rio de Janeiro, 22 de Setembro de 2026

Tropicalismo ganha as passarelas da SPFW

Domingo, 20 de Junho de 2004 às 09:51, por: CdB

Cores e estampas psicodélicas, além de inspirações tropicalistas, levaram neste sábado para a São Paulo Fashion Week um clima de anos 60 e 70. O quarto dia do evento também foi marcado pela estréia de Carlos Tufvesson e pela festa de bugigangas que a Zapping fez na passarela.

Pelas mãos de Thaís Losso, a grife trouxe cacarecos da rua 25 de Março e símbolos da cultura popular oriental. Camisetas ganharam signos do zodíaco chinês, como um boi delicadamente pintado com paetês, e também Mao Tse-Tung estampado em preto com o fundo vermelho, como as famosas T-shirts com a figura de Che Guevara.

O baiano Tom Zé, um dos integrantes do movimento tropicalista, serviu de inspiração para o mineiro Ronaldo Fraga. O músico, no entanto, não autorizou liberar suas músicas para a trilha sonora do desfile, e o estilista não teve como pagar o alto cachê pedido por ele para aparecer na SPFW.

A atriz Maria Luisa Mendonça entrou no clima lúdico proposto para a nova coleção de verão, dançando ao abrir e fechar o desfile. Um dos destaques foi um tomara-que-caia feito de retalhos verticais, todos coloridos e cheio de furinhos. Para os rapazes, camisas com grandes botões prateados.

Mais celebridades apareceriam apenas no último desfile do dia, de Carlos Tufvesson. Depois do casal-sensação da sexta-feira, o jogador Ronaldo e a apresentadora Daniela Cicarelli, sábado foi a vez de Luciano Huck e Angélica serem perseguidos pelos fotógrafos.

O estilista, que participava do Fashion Rio, trouxe vestidos curtos ou longos, de um ombro só, tomara-que-caia ou frente única. Algumas vezes as tiras de georgete apareceram enviesadas, bordando decotes e ombros, caindo soltas sobre o look.

A cultura zen e os pescadores solitários foram o que levou Maxime Perelmuter, da grife British Colony, ao usar estampas de paisagens naturais feitas com aerógrafo, inspiradas nos quadros do pintor francês Claude Monet.

Enormes ponchos, caftans, regatas, camisas e shorts de crochê lembravam as redes dos pesqueiros. A coleção também ganhou com tom "hippie chic" com as coroas de flores na cabeça, as sandálias tipo papete e os vários colares de cristal.

O clima anos 70 também percorreu a coleção de moda praia da Movimento, com estampas psicodélicas em azul e branco, além de tops e maiôs tomara-que-caia. Flores e listras também pontuaram algumas peças, além de estrelas com aplicações de cristais.

A marca Huis Clos, de Clô Orozco, foi a primeira a abrir o dia. Ela fez uso das amarrações das roupas de tribos africanas para compor vestidos costurados irregularmente e saias amarradas.
A UMA, da estilista Raquel Davidowics, mostrou looks leves e simples, porém com o charme de tecidos como o cetim, o lurex e o tafetá.

Bermudas retas, calças capri e shorts curtos estão em alta, sempre acompanhados de regatas soltas e abertas nas laterais, revelando tops de lycra por baixo. Neste domingo, as marcas que se apresentam são: Lorenzo Merlino, Fause Haten, Glória Coelho, Lino Villaventura, a espanhola Custo Barcelona, Sommer e Osklen. A SPFW vai até terça-feira, no pavilhão da Bienal, parque Ibirapuera.

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