O Japão decidiu manter suas tropas não-combatentes no Iraque por até mais um ano depois do final do atual mandato, em 14 de dezembro, informou nesta quinta-feira o primeiro-ministro Junichiro Koizumi. Mas ele deixou aberta a possibilidade de que as tropas possam ser retiradas antes do final deste prazo, dizendo que deseja tomar a decisão certa levando em conta fatores como as condições de segurança local.
- O povo do Iraque tem feito esforços para estabelecer um governo estável e democrático, e julgamos que precisamos ajudar nesses esforços. Não podemos deixar o Iraque se transformar em um reduto de terroristas e por isso julgamos que precisamos estender as atividades da Força de Autodefesa - disse Koizumi em uma entrevista coletiva, referindo-se aos militares do país.
A mobilização japonesa ganhou elogios dos aliados norte-americanos, mas é criticada pela maioria dos eleitores do Japão. Em uma pesquisa do jornal Mainichi, publicada em outubro, 77 por cento dos entrevistados disseram ser contra a ampliação do prazo da missão. As tropas japoneses participam de atividades de reconstrução.