Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Tropas do Exército irá permanecer na Maré até junho de 2015

A pedido do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), o governo federal decidiu prorrogar por mais seis meses a permanência de tropas do Exército no Complexo da Maré, na Zona Norte da capital Fluminense. De acordo com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, será a última prorrogação do prazo, antes que o governo estadual assuma integralmente a responsabilidade por garantir a lei e a ordem no complexo.

Terça, 30 de Dezembro de 2014 às 12:26, por: CdB
mare.jpg
Pelo novo acordo, todo o efetivo militar deverá permanecer no complexo até o fim de março
A pedido do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), o governo federal decidiu prorrogar por mais seis meses a permanência de tropas do Exército no Complexo da Maré, na Zona Norte da capital Fluminense. De acordo com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, será a última prorrogação do prazo, antes que o governo estadual assuma integralmente a responsabilidade por garantir a lei e a ordem no complexo. - Chegamos a um entendimento, e decidimos prorrogar a permanência das Forças Armadas na Maré - disse Cardozo, lembrando que, de acordo com o pedido inicial do governo do Rio de Janeiro, a “ocupação militar preliminar da área” serviria para antecipar e preparar a comunidade para a futura instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Quando a permanência militar foi prorrogada pela primeira vez, em agosto, ficou acordado que os cerca de 2,5 mil militares que desde abril reforçam a segurança na Maré começariam a deixar o local a partir desta quarta-feira, quando as forças estaduais de segurança assumiriam o controle. Segundo o governador Fluminense, problemas na contratação de novos policiais atrasaram o cronograma, exigindo que os militares permaneçam por mais tempo no local. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, as primeiras UPPs começarão a ser instaladas no dia 2 de abril de 2015. Pelo novo acordo, todo o efetivo militar deverá permanecer no complexo até o fim de março. A partir do começo de abril e até o final de junho, os militares serão gradualmente substituídos por policiais fluminenses. De acordo com Pezão, 1,5 mil policiais se encarregarão da segurança do complexo após o fim do período de transição, em julho. Os primeiros 100 policiais militares se apresentarão ao comandante responsável pela operação militar já nos próximos dias. - A gente só consegue avançar no combate à criminalidade, no Rio de Janeiro, com esta cooperação”, declarou Pezão, agradecendo a prorrogação da permanência militar e garantindo mudanças na segurança pública a partir do primeiro dia de 2015. “Temos diversas mudanças para anunciar. Estamos entrando com uma nova visão, reavaliando as UPPs, mudando o comando da Polícia Militar e de toda a área de segurança da PM. Tomaremos uma série de medidas para reforçar o policiamento nos locais onde ainda sabemos que há problemas - ressaltou. Embora tenha sido anunciado nesta terça-feira em Brasília, o acordo só será oficializado no dia 7 de janeiro, depois que o atual governador da Bahia, Jacques Wagner, assumir o Ministério da Defesa. Presente ao anúncio, o general do Exército, José Carlos De Nardi, destacou a necessidade de as tropas locais de segurança assumirem a vigilância, já que segurança pública não é a prioridade das Forças Armadas. - É importante que a Polícia Militar e a segurança do estado assumam sua responsabilidade. Por isso, estamos ficando até junho, para que haja esse período, no qual, pouco a pouco, passaremos a responsabilidade ao estado, que tem a responsabilidade de cumprir sua missão - disse De Nardi, revelando que o novo acordo estabelece que junho será o prazo final, definitivo, para a presença das tropas do Exército na Maré.
Tags:
Edições digital e impressa