Rio de Janeiro, 16 de Outubro de 2026

Tropas de al Assad levam centenas de moradores para campo de futebol

Tropas sírias invadiram casas em um distrito sunita do porto de Latakia nesta quarta-feira, disseram moradores, prendendo centenas de pessoas e as levando para um estádio, depois de quatro dias de ataque com tanques para reprimir os protestos contra o presidente Bashar al-Assad.

Quarta, 17 de Agosto de 2011 às 09:46, por: CdB
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Tropas sírias invadiram casas em um distrito sunita do porto de Latakia nesta quarta-feira, disseram moradores, prendendo centenas de pessoas e as levando para um estádio, depois de quatro dias de ataque com tanques para reprimir os protestos contra o presidente Bashar al-Assad. As forças de Assad atacaram al-Raml al-Filistini, nomeado em homenagem a um campo de refugiados construído nos anos 1950, no final de semana, como parte da campanha para acabar com o levante popular de cinco meses, que se intensificou desde o começo do mês sagrado do Ramadã, em 1o de agosto. Latakia tem significado particular para Assad, que é da minoria alauíta. O presidente, de 45 anos, que se autodeclara campeão da causa palestina, veio de um vilarejo a sudeste, onde o pai dele está enterrado. A família de Assad, além dos amigos, controla o porto e as finanças da cidade. – Bombardeios e sons de metralhadoras em tanques diminuíram nesta quarta-feira. Eles estão levando centenas para a Cidade Esportiva de al-Raml. Pessoas que são escolhidas a esmo de vários lugares em Latakia também estão sendo levadas para lá. Os tanques continuam se posicionando, estão agora na rua principal Thawra – disse um morador, estudante universitário que não quis ser identificado, referindo-se ao complexo esportivo que serviu de sede para os Jogos Mediterrâneos nos anos 1980. Citando testemunhas em Latakia, o Observatório Sírio para Direitos Humanos disse que uma força de cerca de 700 oficiais de segurança se espalhou por al-Raml, com casas sendo demolidas na vizinhança "sob o pretexto de que não tinham alvarás de construção". – Os estádios da Cidade Esportiva estão servindo de abrigo para refugiados, para impedir que eles fujam de Latakia, e assim como vimos em outras cidades atacadas, como um centro de detenção – disse o diretor do observatório Rami Abdelrahman à Reuters. Segundo um diplomata, os relatos sobre as condições de detenção e tortura são cada vez mais alarmantes. Assad está cada vez mais acossado usando mais e mais violência "e colocando mais sírios contra ele". ONU se retira A Organização das Nações Unidas retirou funcionários não-essenciais da Síria, onde o presidente Bashar al-Assad vem buscando reprimir um levante que já dura cinco meses contra o governo dele, informou uma autoridade da ONU nesta quarta-feira. O coordenador especial da ONU para o Líbano, Michael Williams, disse em comunicado à Reuters que 26 funcionários não-essenciais internacionais e as respectivas famílias foram retiradas da Síria. Ele afirmou ainda que estava "muito preocupado" com a situação em Latakia, onde no sábado ativistas viram 36 pessoas serem mortas em um ataque militar contra partes dessa cidade costeira.
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