Uma verdadeira tropa de elite foi contratada pelos diretores e produtores do filme Tropa de Elite 2 para evitar o vazamento do longa antes de sua chegada às telas do país, em agosto.
Em 2007, quando foi lançada a primeira versão do texto, milhões de pessoas já tinham assistido ao filme em DVDs pirateados ou pela Internet.
– Dessa vez vamos ter um esquema especial de segurança. Teremos uma equipe de segurança para monitorar a edição, transportar os rolos e acompanhar cada processo de produção. A matéria prima será preservada –, afirmou o diretor-executivo do longa, Marcos Prado.
Segundo a direção do filme, 2,5 milhões de brasileiros assistiram ao longa em cinemas do país e 11 milhões acompanharam a produção no mercado paralelo.
– Não vamos terceirizar nenhum serviço. Vamos fazer toda a pós-produção na nossa produtora, dentro do nosso caveirão –, disse o diretor José Padilha ao lembrar que na primeira edição, o vazamento de uma fita beta digital foi feita pela empresa responsável pela legendagem do filme.
O combate às milícias, grupos paramilitares que surgiram no Rio de Janeiro nos últimos anos, é o principal mote da segunda versão de Tropa de Elite, que começa a ser rodado na próxima segunda-feira e tem estreia marcada para o segundo semestre deste ano.
O longa sobre o Bope, batalhão de elite da Polícia Militar do Rio de Janeiro, se passará quinze anos após a história original.
– Será um filme atual sobre um tema atual –, declarou Prado.
No ano passado, a CPI das Milícias da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro apontou para mais 200 pessoas envolvidas com os grupos paramilitares, entre policiais, bombeiros, guardas municipais, políticos e empresários.
O filme está orçado em R$ 12 milhões e a previsão é de que entre em cartaz em agosto.
O ator Wagner Moura será novamente um dos protagonistas do filme de Padilha ao reviver o capitão Nascimento. O cantor Seu Jorge também atuará na produção. Ele já participou do filme Cidade de Deus e de outro longa norte-americano.