Presidenta Dilma Rousseff, no Dia das Crianças, inaugura uma das Unidades de Educação Infantil dos bairros Kephas, Canudos, Jardim Mauá e Lomba Grande, no RS
Em 83 cidades brasileiras, brincadeiras, interação e troca brinquedos são as formas como o Dia da Criança será comemorado. A iniciativa promovida pelo Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o Instituto Alana, pretende estimular a reflexão sobre o consumo consciente do público infantil. Ao participar pela primeira vez da experiência de trocar brinquedos, Isabelle Pimenta, de 10 anos, se encantou com as bonecas que conquistou.
– Para mim, mesmo usados, esses brinquedos são novos. Estou feliz com meu presente – descreve.
Em Brasília, a previsão dos organizadores é reunir mais de 200 famílias para a troca de mil brinquedos.
Para o pai de Isabelle, Moroni Pimenta, a iniciativa permite que as crianças compartilhem brinquedos e pratiquem o desapego de objetos que não usam mais. “O brinquedo que não é mais usado pela minha filha, pode servir para alegrar outra criança. Essa é uma forma de praticar o desapego de brinquedos que ficam esquecidos e encostados dentro de casa”, conta.
A infância de Pietra e Marc, filhos de Flávia Krecke, terá menos consumo, garante a mãe. Ela já participou de outras feiras de trocas de brinquedos com as crianças e acredita que a ideia pode incentivar os filhos a ter uma relação diferente diante do consumo e estímulo exagerado da publicidade infantil.
– A ideia da troca é mostrar que aquele brinquedo é novo para a criança, já que ela nunca brincou com ele. Assim ela vai se interessar como se fosse realmente novo. Costumo estimular a troca dentro de casa mesmo, em família, com os primos e amigos. Não quero criar esse conceito de consumismo dentro da minha casa. As crianças não precisam de coisas novas o tempo todo – diz Flávia.
Para a organizadora do evento e analista ambiental do Departamento de Produção e Consumo Sustentáveis do ministério, Mariana Silva, a atividade permite o diálogo entre as crianças e ajuda no exercício da argumentação e da negociação. O ministério doará os brinquedos e livros que restarem da feira de trocas às instituições parceiras.
– Não há problema em consumir, queremos apenas que a pessoa reflita antes de comprar. Hoje em dia, as crianças já não usam mais o brinquedo, mas não conseguem se desfazer dele, vão apenas acumulando. O brinquedo que já não tem tanta graça para uma criança, pode ser a diversão para outra – explica .
Durante o evento, foi distribuída a cartilha Consumismo infantil: na contramão da sustentabilidade, que também é fruto de parceria do ministério com o Instituto Alana. O material descreve que o processo de educar para o consumo deve ser iniciado ainda na infância e como a alta exposição das crianças ao consumo pode trazer prejuízos, como o consumismo exagerado, aumento da geração de resíduos, a obesidade infantil e a erotização precoce.
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