A grife Sandpiper promoveu o desfile mais concorrido do terceiro dia do Fashion Rio. O modelo Paulo Zulu, o ator e cantor Evandro Mesquita e o cantor teen Felipe Dylon fecharam o último desfile da quinta-feira no Fashion Rio. O trio de celebridades desviaram a atenção da platéia, especialmente Zulu, que desfilou de saia longa e sem camisa. A grife, que fez sua estréia no evento, instalou pedaços de guindastes de mentirinha e um farol para simular um cais na passarela. Evandro Mesquita usou uma calça jeans com terno branco e tênis branco, enquanto Felipe Dylon também entrou usando uma saia longa, com uma camisa curta e jaqueta jeans por cima.
A abertura do terceiro dia de desfiles ficou nas mãos da estilista Carla Vasconcelos, da Tessuti, que apreveitou a paisagem da Baía de Guanabara como cenário para o desfile da nova coleção primavera-verão. Em um superesquema, a organização da grife levou em vans os convidados até a histórica Ilha Fiscal, ligada ao continente por um braço de terra asfaltado.
Sem trilha sonora alguma, os espectadores tinham seus ouvidos ocupados pelo barulho de aviões, lanchas e do balanço do mar. Com poucos looks para apresentar, cerca de 12, o desfile durou poucos minutos, depois de começar com mais de uma hora de atraso. O ponto alto do desfile foi a cartela de cores baseada na bandeira nacional, mas relida a partir da palheta de pintores viajantes, como Franz Post e Rugendas.
No final, um caos se instalou na saída da ilha, quando todos procuravam ir embora primeiro e não havia carros suficientes para dar conta do fluxo de pessoas.
Confusa na hora de decidir o que seria de sua próxima coleção, Patrícia Viera resolveu resgatar suas origens, quando descobriu a moda em Londres, nos anos 1970. O couro, especialidade da grife que leva seu nome, ganhou cara de algodão para o verão, leve em calças, saias e vestidos. Na cartela de cores, três tons de verde, três tons de vermelho e outros três de azul, cada cor para uma peça, em dégradés.
As modelos da grife Virzi entraram na passarela "carregando" dezenas de pedras negras bordadas em vestidos e barras de saias. Cristais e pedras brancas também deram brilho a camisetas e bermudas, tudo em silhueta bem colada ao corpo. Além disso, detalhes de ombros de vestidos e costas de casaquinhos foram feitos com crochês delicados, deixando mais pele à mostra.
Os desenhos da literatura de cordel pularam das páginas para as estampas de vestidos crus no desfile da Lei Básica. A marca, que tem Ronaldo Fraga como estilista, levou uma banda de baião para o meio da passarela, com seis músicos tocando instrumentos como sanfona, triângulo e bumbo. As cores começaram no azul escuro e foram clareando até chegar no amarelo e branco brilhantes, com aplicações de cristais. O desfile da grife foi um dos destaques da noite.
A Lucy in the Sky desconstruiu os quimonos orientais em boleros curtos com faixas marcando a cintura, numa coleção que também se inspirou nas paisagens praianas, sejam as do Japão ou do litoral brasileiro. No cenário, uma mulher cantava versões da música <i>Lucy in the Sky with Diamonds</i>, dos Beatles, enquanto outra tocava harpa.
A marca Blue Man transformou o jeans em biquínis e maiôs ousados. Um maiô engana-mamãe - que visto de costas parece um biquíni - trazia a frente como se fosse uma jardineira.
O tingimento tie-dye, tática que dá aquele aspecto manchado e psicodélico nas roupas, também foi bastante utilizado. Para acompanhar o clima de anos 70, as modelos tiveram seus cabelos tingidos de várias cores.
A Drosófila transformou a passarela em um picadeiro quando traduziu o espírito de bailarinas e palhacinhos em vestidos românticos cheios de babados e rendas. Camisetas com o rosto de um palhaço misturaram-se sobre vestidos pomposos, alguns com as saias rodad