Trinta cidadãos israelenses de origem judaica e ex-habitantes da Líbia poderão participar em breve de uma reunião de condiscípulos da Escola La Salle em Bengazi (norte de Líbia), desde que em seus passaportes se mencione o local de nascimento nesse país.
A participação desses ex-alunos, junto com outros residentes em Espanha, Itália, Reino Unido, Grécia, Malta, Estados Unidos e Bélgica, é promovida por Rafael Luzón, ex-funcionário da embaixada de Israel em Roma, que informou da reunião ao diário Maariv.
A Líbia é um dos países árabes em estado de conflito bélico com Israel desde sua fundação em maio de 1948, e há umas semanas seu veterano líder, Muamar Gadafi, anunciou a intenção de desmantelar as instalações destinadas a produzir armas nucleares.
Um jornal do Kuwait, A-Syasa, revelou na semana passada a existência de contatos entre um filho de Gadafi, Seif el-Islã, e dois legisladores Israelenses, que confirmaram ter-se reunido com ele em uma capital européia, onde participavam de um simpósio.
Outra informação fornecida pela imprensa israelense sobre uma recente reunião reservada em Paris entre um emissário de Gadafi e um funcionário do Ministério de Assuntos de Exteriores de Israel fez com que o Governo líbio, aparentemente interessado em estabelecer relações com Israel, cancelasse esses contatos.
A iniciativa para a presença em Bengazi de ex-alunos de La Salle residentes em Israel surgiu na última reunião do grupo em junho passado na capital da Itália, da qual Líbia foi uma colônia.
Luzon declarou ao diário que comunicou a idéia ao embaixador líbio no Vaticano, e que este consultou seus superiores.
- Há algumas semanas obtive o 'sinal verde' para organizar a iniciativa - comentou.