Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Trinta extremistas israelenses são processados por protestos

Terça, 15 de Fevereiro de 2005 às 03:32, por: CdB

Trinta e um extremistas israelenses que interromperam, na noite de segunda-feira,  a circulação em rotas do país para protestar contra a evacuação do território palestino de Gaza serão processados judicialmente hoje, terça-feira, pela Polícia Nacional.

Os manifestantes, em sua maioria adolescentes que residem em assentamentos judaicos da Faixa de Gaza, que o governo se propõe a evacuar a partir de julho, feriram dez agentes que, sem armas, tentaram dispersá-los.

Não se informou de feridos entre os extremistas, entre estes algumas mães que foram às manifestações com seus bebês.

Um oficial superior de polícia, Berti Ohaion, advertiu hoje através dos meios de comunicação que as mães também serão detidas se participarem de manifestações ilegais e seus filhos serão entregues ao cuidado de assistentes sociais.

- Se quiserem se manifestar, podem fazê-lo, mas dentro do que permite a lei; aos que causarem desordens, os deteremos sem vacilar. - acrescentou Ohaion.

As desordens de ontem à noite começaram depois que a Comissão Parlamentar para Assuntos de Legislação aprovou por 10 votos contra 7 a nova "lei de evacuação e indenização" que regulará o desalojamento de mais ou menos 8.000 colonos judeus da Faixa de Gaza, e as compensações que receberão por seus bens nesse território.

A lei, que começará a ser debatida esta tarde, deve ser aprovada ainda em segunda e terceira leitura amanhã no plenário do Parlamento (Knesset), onde tem assegurada uma maioria entre os 120 membros da Câmara Legislativa.

A última instância, antes de entrar em vigor, será o Conselho de Ministros, que a debaterá no próximo domingo sob a presidência de Ariel Sharon, autor da iniciativa, conhecida oficialmente como o "plano de desligamento de Gaza".

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