Tribunal retoma o julgamento de Oscar Pistorius nesta segunda-feira
Um tribunal sul-africano retomou nesta segunda-feira o julgamento do atleta Oscar Pistorius pela acusação de ter assassinato sua namorada, e a defesa dele convocou para depor o síndico do condomínio de luxo onde o crime aconteceu.
O julgamento, com grande cobertura da imprensa, estava suspenso desde 17 de abril
Um tribunal sul-africano retomou nesta segunda-feira o julgamento do atleta Oscar Pistorius pela acusação de ter assassinato sua namorada, e a defesa dele convocou para depor o síndico do condomínio de luxo onde o crime aconteceu.
Johan Stander, que mora perto da casa de Pistorius no condomínio Silverwoods, em Pretória, foi a primeira pessoa a chegar ao local depois que o atleta baleou a modelo Reeva Steenkamp, na madrugada de 14 de fevereiro de 2013.
Em seu depoimento, Stander disse que recebeu um telefonema de Pistorius, angustiado, contando que havia matado por engano a namorada, de 29 anos.
- Oom (tio) Johan, por favor, por favor venha até a minha casa. Atirei na Reeva. Achei que ela era um intruso. Por favor, por favor, venha rápido - disse ele, repetindo as palavras de Pistorius ao telefone.
Stander também falou de invasões anteriores ao condomínio, mas acabou admitindo, no interrogatório da acusação, que o local é "em geral seguro".
A defesa de Pistorius se baseia na tese de que ele ouviu um barulho no meio da noite e imaginou que fosse um ladrão entrando pelo banheiro da suíte. Ao ouvir um segundo ruído, ele deu quatro tiros pela porta, atingindo a namorada com pelo menos três. Ela morreu quase instantaneamente.
Pistorius pode ser condenado à prisão perpétua.
O julgamento, com grande cobertura da imprensa, estava suspenso desde 17 de abril, para que os promotores dessem andamento a outros processos.
Pistorius, que teve as duas pernas amputadas na infância, chegou a ser um dos nomes mais conhecidos do atletismo. Além de conquistar diversas medalhas paralímpicas, ele chegou a disputar a semifinal dos 400 metros rasos na Olimpíada de Londres, em 2012, contra atletas sem deficiência física.
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