Os juízes da Quarta Seção Penal do Tribunal de Milão rejeitaram hoje as 16 exceções apresentadas pela defesa do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, no processo que ficou conhecido como caso Ruby, no qual o premier é acusado de concussão e prostituição de jovens. As exceções foram divididas em cinco temas, entre os quais, carência de poder do magistrado milanês, incompetência territorial e anulação imediata do julgamento. Para os advogados de Berlusconi, Niccolò Ghedini e Piero Longo, o processo deveria ser transferido para o Tribunal de Monza. Em abril, os deputados italianos aprovaram uma declaração na qual avaliavam que a Procuradoria de Milão, que tem cuidado do caso, desrespeitou a resolução votada em fevereiro pela Câmara, que dizia que o órgão não era competente, por motivos territoriais e políticos, para realizar as investigações. O Tribunal, no entanto, decidiu que o processo continuará em Milão e declarou que está aberto o debate contra o Berlusconi. Os juízes vêm destacando reiteradas vezes que o direito de defesa do chefe de Governo italiano não foi violado. "O acusado, por meio de seus defensores, exercitou todas as faculdades de defesa consentidas", declararam hoje durante a sessão. Os magistrados também decidiram pelo adiamento do processo que agora acontecerá em 3 de outubro. O primeiro-ministro é acusado pelos promotores de ter pagado para manter relações sexuais com mais de 30 mulheres no início de 2010, entre elas com a marroquina Karima El-Mahroug, conhecida como Ruby, que na época teria menos de 18 anos. (ANSA)
Tribunal rejeita pedido de Berlusconi no caso Ruby
Segunda, 18 de Julho de 2011 às 08:34, por: CdB