Ex-presidente da Libéria é acusado de crimes de guerra e contra a humanidade; modelo Naomi Campbell e atriz Mia Farrow foram algumas das testemunhas de acusação.
Charles Taylor
Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*
O Tribunal Especial para Serra Leoa realizou, nesta sexta-feira, a última audiência do julgamento do ex-presidente da Libéria, Charles Taylor.
O ex-líder africano foi indiciado por crimes de guerra e contra a humanidade. Entre as 11 acusações estão assassinato, estupro e uso de crianças-soldado durante a guerra civil no país vizinho, a Serra Leoa. Charles Taylor nega todas as acusações.
Exílio
Segundo agências de notícias, os promotores retrataram o ex-presidente como um "homem inteligente que tentou enganar o tribunal."
Já os advogados da defesa disseram que o julgamento "tem motivações políticas." O ex-presidente da Libéria, de 62 anos, é primeiro líder africano a ser julgado pelo tribunal internacional.
Charles Taylor comandou a Libéria de 1997 a 2003. Desde então, viveu no exílio na Nigéria, de onde foi extraditado para Haia, em 2006.
Mutilações
O Tribunal Especial para a Serra Leoa foi estabelecido pelo governo do país e pelas Nações Unidas para investigar as violações cometidas na Serra Leoa desde 1996.
Taylor é acusado de armar e controlar os rebeldes da Frente Revolucionária Unida, RUF, durante a guerra civil de 10 anos na Serra Leoa. O grupo foi associado a mutilações de membros das vítimas e de usar assassinatos para intimidar a população.