Órgão, apoiado pela ONU, recebeu nomes, nesta segunda-feira; ex-premiê do Líbano, Rafik Hariri, foi assassinado num atentado a bomba que matou mais 22 pessoas, em 2005, em Beirute.
Rafik Hariri
O tribunal que deve julgar os acusados pelo assassinato do ex-primeiro-ministro libanês, Rafik Hariri, recebeu, nesta segunda-feira, uma lista com os primeiros indiciados pelo crime.
Hariri, morreu após um ataque a bomba, na capital Beirute, em fevereiro de 2005. O atentado matou outras 22 pessoas.
Ministros
Os nomes dos indiciados permanecem em sigilo. Segundo o promotor do Tribunal Especial para o Líbano, Daniel Bellemare, o material será agora analisado pelo juiz Daniel Fransen.
A informação foi dada num comunicado emitido pela sede do órgão em Leidschendam, na Holanda.
O processo de caso Hariri foi motivo de tensão entre o governo libanês, que é comandado pelo filho do ex-premiê, Saad Hariri, e os ministros do partido Hezbollah.
Negociações
Na semana passada, o governo de união nacional foi dissolvido após a renúncia de 11 ministros do Hezbollah e de grupos aliados. Eles protestavam contra a falta de um acordo sobre o tribunal após o fracasso das negociações intermediadas pela Arábia Saudita e pela Síria.
Em nota, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que o processo judicial é independente e não deve ser associado a nenhum debate político.