O Tribunal de Justiça do Rio pediu ao Ministério da Justiça, em Brasília, informações sobre a atuação da empresa de investigação Kroll. Os espiões teriam investigado o trabalho de uma comissão do tribunal, que apurava fraudes na distribuição de processos.
Segundo denúncia do jornal 'Folha de São Paulo', a empresa americana é acusada de espionar integrantes do primeiro escalão do governo brasileiro e funcionários do Poder Judiciário.
Segundo a reportagem, a Kroll concluiu que a investigação feita pelo tribunal foi uma farsa, montada para proteger os próprios desembargadores e depositar a culpa num grupo de funcionários.
O presidente do Tribunal de Justiça do Rio disse que vai pedir ao Ministério da Justiça, em Brasília, informações sobre que tipo de trabalho a empresa de investigação Kroll pode fazer no Brasil, conforme informações do 'Jornal Nacional'.
Uma nota divulgada pelo presidente do TJ do Rio destaca ainda que a suposta atuação da Kroll seria uma tentativa de encobrir as providências que já foram tomadas contra as fraudes.
- Nós já apuramos quais os funcionários que fizeram a distribuição. Se desembargadores estiverem envolvidos nos vamos apurar, mas até agora não existe nenhum dado concreto nesse sentido - afirma Miguel Pachá, presidente do TJ do Rio.
A diretoria da Kroll negou que tenha investigado o Tribunal de Justiça do Rio. Declarou que apenas acompanhou, com base em documentos públicos, o resultado das apurações sobre as denúncias de fraudes na distribuição de processos.
Tribunal de Justiça do Rio pede dados sobre a Kroll
Segunda, 26 de Julho de 2004 às 22:40, por: CdB