Centenas de presos se rebelaram e tomaram 75 pessoas como reféns, na quinta-feira, na penitenciária de San Martín em Córdoba, 700 km ao norte de Buenos Aires, deixando pelo menos três mortos em uma tentativa de fuga e 30 feridos.
Os amotinados mantêm 25 guardas e 50 pessoas que visitavam presos no início do motim como reféns, disse o chefe de polícia da província, Jorge Rodríguez.
Os presos ameaçaram degolar o diretor da prisão, Emilio Corso, que está entre os reféns, confirmou a diretora do Serviço Penitenciário Provincial (SPC), Graciela Lucientes de Funes.
O chefe de polícia afirmou que 1.800 presos de San Martín querem liberar os reféns, mas que o motim é aparentemente mantido por um núcleo de condenados à prisão perpétua, "que pedem uma comutação das penas e com os quais é impossível negociar".
O procurador-geral de Córdoba, Gustavo Vidal Lascano, confirmou as negociações com os amotinados e o balanço oficial de vítimas.
Rodríguez informou que os mortos são dois detentos e um policial, que faleceram em um confronto a tiros por volta de 19H30 (20H30 de Brasília) quando pelo menos 16 presos tentaram fugir em um caminhão com um guarda como escudo. As imagens foram exibidas pela televisão.
Na troca de tiros, o caminhão se chocou contra uma árvore e a polícia recapturou 14 presos, um deles ferido com gravidade. Dois detentos e o suboficial Roberto Cogote morreram no confronto.
Um carcereiro também ficou ferido.
A rebelião começou um pouco antes das 16h00 (17h00 de Brasília), quando os presos apareceram no teto da penitenciária, alguns com os rostos cobertos e armas brancas de fabricação caseira.
As imagens de televisão mostraram vários presos torturando um guarda obeso, seminu, com uma faca. Eles ameaçavam jogá-lo no chão, assim como um de seus colegas.
A situação ficou ainda mais grave quando se constatou que os rebeldes se apoderaram das armas de fogo dos carcereiros, incluindo fuzis e metralhadoras.
Três mortos e 75 reféns em penitenciária de Córdoba
Sexta, 11 de Fevereiro de 2005 às 04:49, por: CdB