Ao menos três civis morreram e 14 ficaram feridos - entre eles várias crianças - nesta quinta-feira quando uma bomba explodiu na passagem de um veículo onde viajava o chefe da polícia da Província de Helmand, no sul do Afeganistão.
O próprio chefe policial, Hussain Andiwal - que saiu ileso - confirmou o atentado e detalhou que este ocorreu quando uma bomba ativada a distância explodiu no momento em que seu carro atravessava um mercado do distrito de Gereshk, em Helmand.
Não houve vítimas entre os membros do comboio policial, mas a explosão matou três civis e feriu 14 - três deles gravemente - afirmou Andiwal, acrescentando que entre os feridos há várias crianças pequenas.
Ao menos 3.500 pessoas morreram este ano no Afeganistão, onde a violência se intensificou especialmente nas zonas do leste e do sul, com confrontos e atentados praticamente diários.
Também nesta quinta-feira, uma emissora privada de TV afegã divulgou um vídeo que mostra o engenheiro alemão Rudolf Blechschmidt, capturado pelo Taleban - movimento radical islâmico que dominava 90% do Afeganistão até 2001, quando foi derrubado por uma coalizão liderada pelos Estados Unidos - há mais de um mês.
"Meu estado de saúde não é bom. Vivo em condições muito ruins", acrescenta o refém no vídeo, transmitido pelo canal Tolo TV. "Estou há muito tempo sob custódia taleban. Peço ao governo afegão, à Embaixada alemã em Cabul e ao governo alemão que consigam a minha libertação", diz o engenheiro, que aparece sentado, ao ar livre, em uma paisagem rochosa.
Seqüestro
O engenheiro foi seqüestrado na Província de Maidan Wardak no dia 18 de julho ao lado de um colega também alemão, que foi morto a tiros pelos talebans poucos dias depois.
Aparentemente, os rebeldes reivindicam a retirada das tropas alemãs do Afeganistão. Mas a imprensa afegã suspeita de outras exigências, como o pagamento de um resgate.
O seqüestro do alemão ocorreu um dia antes de outro grupo rebelde capturar 23 missionários cristãos sul-coreanos no leste do Afeganistão.
Deles, dois foram mortos e outros dois libertados. Os outros 19 permanecem reféns.
Ontem, o grupo ameaçou matar os sul-coreanos se suas exigências de libertação de presos não forem atendidas pelo governo afegão. No entanto, o Taleban não estabeleceu um prazo.
O governo afegão se negou, até o momento, a atender às exigências, dizendo temer que os seqüestros passem a se repetir em série no país.