Mais oito escolas serão construídas no presídios do Estado do Rio de Janeiro, até o fim deste ano, através de uma parceria entre as secretarias de Administração Penitenciária e de Educação, o que irá gerar oportunidade de estudo e de conhecimento a cerca de três mil detentos.
As unidades contempladas serão as Casas de Custódia Pedro Mello, Jorge Santana, Paulo Roberto Rocha; os Institutos Penais Plácido Sá Carvalho, Benjamin de Moraes; as Penitenciárias Vicente Piragibe e a unidade Industrial Esmeraldino Bandeira, ambas localizadas no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio.
A oitava escola será construída na Penitenciária Vieira Ferreira Neto, em Niterói. Todas as escolas serão feitas com tijolos ecológicos produzidos pelos internos da Penitenciária Industrial Esmeraldino Bandeira. Os detentos das respectivas unidades serão utilizados na mão-de-obra da construção. A estimativa é de que sejam usados aproximadamente 200 mil tijolos nas oito unidades.
A escola estadual que funciona na Penitenciária Elizabeth Sá Rego (Bangu 5) foi a pioneira na utilização dos tijolos ecológicos, que já estão sendo utilizados na obra da nova escola do presídio feminino Nelson Hungria, ambos em Gericinó.
A secretaria de Educação, além dos professores e de todo material didático, enviará para cada escola os materiais necessários para a construção, como cimento, azulejos, entre outros.
As escolas terão seis salas de aula, secretaria, cozinha e banheiros para alunos e professores. As penitenciárias Vicente Piragibe e Esmeraldino Bandeira contarão ainda com laboratório de informática e auditório.
Ao todo, o Rio de Janeiro terá pioneiramente 21 escolas estaduais funcionando no sistema penitenciário do estado, que possui hoje aproximadamente cinco mil detentos estudando.