Rio de Janeiro, 28 de Agosto de 2026

Três meses depois de série de protestos, Equador anuncia que segurança será prioridade em 2011

Segunda, 27 de Dezembro de 2010 às 07:05, por: CdB

Brasília - O presidente do Equador, Rafael Correa, determinou que uma das prioridades para 2011 é uma ofensiva contra a violência e a insegurança no país. A iniciativa foi anunciada três meses depois que houve uma série de manifestações no país lideradas por policiais militares revoltados com decisões do governo Correa. Na ocasião, o presidente foi ferido durante os protestos e acabou isolado em um hospital público.

Na tentativa de garantir a implementação das ações, Correa escolheu um novo ministro para a área de segurança pública. As ações incluem o aumento do efetivo militar no país e da fiscalização na entrada de estrangeiros suspeitos de participação em ações de narcotráfico.

O novo ministro e coordenador das ações, Homero Arellano, anunciou o aumento do efetivo de policiais militares em todo o país e a elevação do número de patrulhas especializadas nas principais cidades do Equador.

Arellano não informou de quanto será o aumento de militares atuando no país, mas disse que será ampliado o número do efetivo tanto de policiais quanto de soldados das Forças Armadas – Exército, Aeronáutica e Marinha.

As informações são da Agência Pública de Notícias do Equador e da América do Sul (Andes).
Arellano pretende também aumentar o número de ambulância, veículos de combate a incêndios, unidades de atendimento da Cruz Vermelha e outras instituições de emergência.

O ministro do Interior, Alfredo Vera, acrescentou ainda que as medidas anunciadas também têm o objetivo de fortalecer a autoestima da polícia. Vera se referiu às manifestações ocorridas em 30 de setembro nas principais cidades do Equador, inclusive em Quito. Para ele, é uma maneira de distinguir os policiais “leais” ao presidente dos contrários ao governo.

"A polícia não está equipada com uma comunicação suficiente, mas não é o único problema. Há uma escassez de policiais e a necessidade de melhorar formação deles. Há muito a fazer ", disse Vera.

Edição: Talita Cavalcante

Tags:
Edições digital e impressa