Três jovens, um deles estrangeiro, foram detidos na madrugada desta segunda-feira quando pichavam o muro do Colégio Pedro II, na Avenida Marechal Floriano, Centro do Rio, com imagem do mascote dos Jogos Pan-Americanos com fuzil na mão e a inscrição "Pan e chacina".
A estudante de Ciências Sociais Júlia Poubel Araújo de França, 20 anos, o desempregado Leandro de Souza da Silva, 22 anos, e um homem que seria inglês e se identificou como Ben Ronen, 24 anos, foram flagrados por policiais do 5º BPM (Praça da Harmonia) por volta das 3h e levados para a 4ª DP (Central do Brasil). Com eles foram apreendidos uma folha de Raio X usada como forma com a imagem, garrafa Pet com tinha preta, rolos e estopas.
Na delegacia, Júlia negou que o grupo fizesse parte de qualquer movimento popular. Ela contou ter pego o material com amigos e que estava pichando o muro para protestar contra "a farsa do Pan e o aumento da repressão policial nas favelas".
— O boneco símbolo do Pan armado com um fuzil não é apologia ao crime. É um protesto contra o gasto absurdo com o evento enquanto nada é feito para ajudar as pessoas. O Cauê é só propaganda do Cesar Maia. A repressão policial só aumenta nas favelas e os inocentes é que pagam a conta —defendeu-se.
Depois de assinarem um termo comprometendo-se a comparecer diante do juiz quando forem convocados, os brasileiros foram liberados. O estrangeiro ficou na delegacia aguardando a chegada de representante do consulado de seu país. Ele não quis dar nenhuma declaração.
Segundo policiais que fizeram o registro, o trio deverá responder por Apologia ao Crime e Dano ao Patrimônio Público.