Rio de Janeiro, 07 de Agosto de 2026

Três jornalistas são detidos acusados de fazer apologia ao terrorismo

Sábado, 14 de Junho de 2003 às 17:37, por: CdB

As autoridades policiais da cidade de Uxda (leste do Marrocos) detiveram a três jornalistas locais, acusados de apologia ao terrorismo. A informação é de fontes do Sindicato Nacional da Imprensa Marroquina (SNPM). As fontes indicaram que se trata do diretor do semanário local Al Hayat Al Magribía, Mustafa Kachnini; do diretor do semanário Ashark, Mohamed Al Hurd, e do redator-chefe desse semanário, Abdelmayid Tahiri. Segundo as fontes, os semanários publicaram um artigo de um fundamentalista chamado Bugrara que defende a associação Salafía Yihadía, acusada de estar por trás dos atentados do passado 16 de maio em Casablanca. Na semana passada, o diretor do semanário Al Usbuh, Mustafa Alaui, foi detido pela polícia de Rabat, acusado de publicar um comunicado de uma organização que anunciava sua responsabilidade nesses atentados. A nova lei marroquina contra o terrorismo estabelece que a publicação de artigos e entrevistas que possam ser interpretados como apologia do terrorismo será considerada como um ato criminal. No marco das investigações sobre os atentados de Casablanca, 91 acusados foram processados pela procuradoria do Tribunal de Apelação de Casablanca. Todos os detidos foram acusados de "constituição de um grupo criminal, atentado contra a segurança interior do Estado, sabotagem, assassinato e danos que causaram ferimentos e invalidez permanente". A polícia marroquina fez dezenas de detenções em meios fundamentalistas do país relacionadas com os atentados suicidas perpetrados contra o hotel Farah, a Casa de Espanha, um restaurante italiano anexo ao Consulado da Bélgica, uma associação Israelense e um antigo cemitério judeu.

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