Três grandes explosões atingiram, nesta segunda-feira, o centro de Bagdá, matando ao menos 12 pessoas e ferindo outras 15. As explosões, provocadas supostamente por carros-bomba, ocorreram perto dos hotéis Palestine e Sheraton, que abrigam jornalistas e trabalhadores estrangeiros. Duas grandes bombas, seguidas por uma terceira explosão ainda mais forte, romperam os vidros das janelas dos hotéis. Estilhaços foram lançados a centenas de metros de distância.
Câmeras de vídeo que monitoravam uma praça próxima captaram imagens de um dos carros-bomba, que parecia ser uma betoneira carregada de explosivos.
Segurança
As bombas não foram capazes de penetrar a barreira de segurança de concreto ao redor dos hotéis. Imediatamente após as explosões, disparos foram ouvidos em toda a cidade, apesar de não ter ficado claro quem eram os autores dos disparos. As explosões ocorreram logo antes do pôr-do-sol, quando os muçulmanos quebram o jejum durante o mês do Ramadã e muitos moradores de Bagdá seguiam a suas casas para comer.
Soldados americanos prontamente cercaram a região das explosões e helicópteros passaram a sobrevoar o local. As explosões aconteceram com minutos de diferença entre elas. O local das explosões é também bastante próximo à praça na qual a estátua de Saddam Hussein foi derrubada logo após a entrada das tropas lideradas pelos EUA na cidade, em 2003.
Sem segurança
O ataque desta segunda-feira, assim como a explosão de um carro-bomba na véspera, acabaram com um período de relativa calma após o aumento da segurança por causa de dois grandes eventos no Iraque - o referendo sobre a nova Constituição e o início do julgamento de Saddam Hussein. As três explosões mostram que não há locais seguros em Bagdá. O forte esquema de segurança no entorno dos dois hotéis não impediu os ataques, provavelmente coordenados e bem planejados.
Esta não foi a primeira vez que o hotel Palestine foi alvo de ataques. Ele foi atingido por morteiros em um ataque de insurgentes em outubro do ano passado. Os dois hotéis são alvos naturais para os insurgentes, por causa da presença dos estrangeiros.