A Lagoa Rodrigo de Freitas não anda recebendo tratamento que merece um dos cartões mais bonitos do Rio de Janeiro. Pelo menos não no trecho do Parque do Cantagalo, que contrasta com o restante da orla de 7,2km. Ali, há lama mesmo em dias sem chuva, ciclovias com meio-fio e asfalto destruídos e cheios de ondulações, bancos de cimento quebrados amontoados, postes de luz sem conservação. Uma quadra de tênis chama atenção por estar com o piso arrancado e, para completar o quadro de terra arrasada, junto aos pedalinhos jaz um quiosque fechado e abandonado, cercado de lixo e sucata por todos os lados.
A Secretaria municipal de Conservação e Serviços Públicos informou que, até segunda-feira, serão enviados técnicos para vistoriar todo o entorno da Lagoa. Após o levantamento, os reparos serão programados. Sobre os problemas relativos à iluminação, a RioLuz informou que já iniciou a manutenção e está substituindo os pontos de luz com problemas. O trabalho será concluído em sete dias úteis e inclui tanto os postes das vias principais (avenidas Borges Medeiros e Epitácio Pessoa) quanto os da ciclovia.
Já os problemas de infra-estrutura no Parque do Cantagalo não serão solucionados tão cedo. Para resolver de vez os afundamentos constantes na região, que sofre há 30 anos com alagamentos, a Secretaria municipal de Obras começará em julho um levantamento geotécnico que servirá de base para um futuro projeto de estabilização da argila mole existente em vários pontos do entorno do espelho d'água.
O estudo tem prazo de 90 dias para ser concluído. Somente após todo o trabalho - incluindo o levantamento e as obras necessárias - é que a Secretaria de Conservação poderá fazer o conserto do meio-fio e do pavimento da ciclovia e dos bancos quebrados, entre outros equipamentos danificados. O levantamento que servirá de base para solucionar o problema do solo da Lagoa está orçado em R$ 291 mil. O trabalho será feito em parceria com a Geo-Rio, a Subsecretaria de Gestão das Bacias Hidrográficas (Rio-Águas), a Coppe-UFRJ e a PUC.