Médicos do Centro de Oncologia Integral da Universidade de Michigan anunciaram neste domingo que desenvolveram uma técnica para preservar a fertilidade de doentes de câncer que têm os óvulos destruídos pelos tratamentos. Segundo Gary Smith, professor de ginecologia e fisiologia da Escola de Medicina da universidade, os óvulos são preservados mediante um sistema de congelamento celular chamado vitrificação.
Este método se refere à cristalização que impede que os óvulos possam ser fertilizados após o descongelamento. Smith assinalou que com as técnicas atuais só um pouco mais da metade dos óvulos conseguem sobreviver ao descongelamento.
- Mas com a vitrificação, temos 98% de sobrevivência - afirmou o cientista, que apresentará neste domingo os resultados de sua pesquisa ao Congresso Mundial de Fertilização in Vitro e Reprodução Assistida que é realizado em Istambul (Turquia).
Para uma mulher que sofre de câncer e que é tratada com rádio e quimioterapia é possível que esses óvulos vitrificados sejam os únicos com os quais possa ter filhos. Por isso é tão importante preservar a maior quantidade possível, acrescentou.
Em geral, tanto a quimioterapia como a radioterapia podem provocar um dano irreversível no sistema reprodutor da mulher e "esta é sua única possibilidade de ela ter um filho com seus próprios óvulos", disse Smith.