A greve nacional no sistema ferroviário causou novos atrasos para usuários de trens na França nesta quarta-feira, mas os sindicatos devem encerrar a paralisação após várias horas de negociações com a operadora SNCF sobre pagamentos e pensões.
A greve, que começou na noite de segunda-feira, trouxe mais problemas para o governo conservador, que ainda administra as consequências de três semanas de protestos de jovens dos subúrbios pobres contra o desemprego e a discriminação. Membros dos sindicatos devem votar nesta quarta-feira pelo fim da sexta greve a atingir a SNCF neste ano. Uma outra paralisação foi iniciada no final da terça-feira no metrô de Paris, mas não causou grandes interrupções no serviço.
- Agimos e isso permitiu que conversássemos e fizéssemos avanços sobre alguns assuntos, afirmou Didier Le Reste, líder do setor de trabalhadores ferroviários da CGT, à rádio France Info.
O presidente Jacques Chirac pediu que fossem realizadas negociações para encerrar a greve, reiterando que a SNCF não seria privatizada. Os sindicatos temem que as privatizações possam significar perda de empregos.