O transtorno bipolar, doença caracterizada por mudanças de humor, quando uma pessoa passa rapidamente de momentos de euforia à tristeza, está tendo cada vez mais espaço no mundo científico. Psiquiatras internacionais estimam que cerca de 14 milhões de pessoas em todo o mundo sejam portadoras da doença.
A comunidade de psiquiatria internacional prevê uma mudança no conceito da doença, expandindo sua prevalência de 1% para 8%, o que ampliará o uso de antipsicóticos e estabilizadores de humor entre os portadores da doença.
Contudo, a mudança causou polêmica entre especialistas. Muitos defendem a ampliação, afirmando que pacientes que até então sofriam sem diagnóstico podem agora se tratar. Outros, no entanto, acreditam que o porcentual previsto para portadores é exagerado e não tem bases científicas. Estes defendem que não é viável medicar imediatamente uma pessoa que ainda consegue exercer suas atividades sem prejuízos.
Polêmicas à parte, nos últimos dez anos a indústria farmacêutica desenvolveu nove novos medicamentos para a doença, sendo que até então havia apenas um. Segundo o jornal, isso demonstra o quanto o transtorno bipolar - que antes era estigmatizado - passou a ter maior abordagem em grupos de pesquisa e em publicações científicas.