A Agência Metropolitana de Trabalhos Urbanos (AMTU) reuniu, nesta quarta-feira, o secretário de Estado de Transportes, Júlio Lopes, o presidente do Detro (Departamento de Transportes Rodoviários), Rogério Onofre, e secretários municipais de Transporte para discutir a implantação do bilhete único no Rio de Janeiro.
O encontro aconteceu na sede da Federação do Comércio do estado (Fecomércio), no Flamengo, Zona Sul do Rio. Durante o evento, o secretário municipal de Transportes de São Paulo, Frederico Bussinger, apresentou o projeto em atividade na região e disse que a iniciativa ajudou a combater a informalidade e a pirataria dos transportes alternativos de São Paulo. Nesta cidade, a passagem é válida por duas horas e o usuário pode utilizar, nesse período, quantas conduções forem necessárias para se locomover. Para Bussinger, infra-estrutura, monitoramento e controle de bilhetagem têm que compor um mesmo sistema.
Para Lopes, o bilhete único deverá funcionar em 2008 e o programa se baseará no modelo paulista. Estudos ainda estão sendo realizados para ajustar as normas adotadas no Rio de Janeiro, que serão determinadas pelo Plano Diretor de Transportes Urbanos (PDTU). A iniciativa inclui ônibus, barcas, trens, metrôs e vans.
— Estamos visando beneficiar os usuários, e essa é uma questão fundamental para o desenvolvimento do estado. Ainda não temos o orçamento do projeto, mas os recursos serão obtidos através de várias esferas. O bilhete único será discutido de maneira diferente da política tarifária. O PDTU analisará o tempo de validade do bilhete no Rio, de acordo com o trânsito das regiões, e também avaliará o modelo de tarifa mais adequado — explicou Lopes.
Antes do projeto ser colocado em prática, uma minuta do decreto proposta pelo Detro, que regularizará o transporte alternativo intermunicipal, está sendo vistoriada pelo secretário da Casa Civil, Régis Fichtner. O documento foi entregue pelo presidente do departamento, Rogério Onofre, com o objetivo de realizar uma licitação prevista para agosto desse ano.