Uma equipe do Hospital da Universidade de Kyoto removeu células da mãe saudável e as transplantou para sua filha, de 27 anos.
O experimento pioneiro, dizem os médicos, pode se tornar uma forma eficaz de tratar a diabetes do tipo 1.
O transplante pode solucionar o problema da transferência de estruturas microscópicas conhecidas como "ilhotas pancreáticas".
Essas células, encontradas no pâncreas, produzem a insulina, que regula os níveis de açúcar no sangue. A diabetes do tipo 1 destrói essas células e impossibilita o corpo de produzir insulina.
Assas células já foram extraídas de órgãos de doadores mortos. No entanto, as ilhotas costumam ser danificadas após serem armazenadas em locais frios ou após sofrerem a ação de toxinas presentes no sangue após a morte.
As pessoas que sofrem dessa doença costumam ter de aumentar o nível de insulina em seus organismos de forma artificial. Se o nível de insulina dos portadores desse mal não for controlado, eles podem entrar em coma e morrer.
Esperança
O transplante pode representar uma esperança para esses pacientes pois daria a eles novas ilhotas pancreáticas capazes de produzir insulina.
O médico James Shapiro, da Universidade de Alberta, no Canadá, foi um dos cirurgiões que comandou o experimento no Japão.
De acordo com ele, as células começaram a produzir insulina minutos após terem sido transplantadas para a paciente.
Antes da cirurgia, ela havia entrado em coma mais de uma vez devido a baixos níveis de açúcar em seu sangue.
Após o transplante, o nível de açúcar em seu sangue voltou ao nível normal.