Pelo menos 6.800 pessoas devem perder a vida em decorrência de aproximadamente 70 mil acidentes nas estradas brasileiras nos próximos 90 dias. Esta é a estimativa do SOS Estradas, Programa de Segurança nas Estradas.
O número de feridos provável será de 40 mil, sendo 13 mil em estado grave. Em decorrência dos acidentes, aproximadamente quatro mil vítimas morrem no local e 2.800 são feridos graves que morrem depois do acidente, a caminho do hospital ou após a internação.
Segundo estudo realizado pelo SOS Estradas, "Morte no Trânsito: Tragédia Rodoviária", em média morrem 24 mil pessoas por ano em decorrência dos acidentes ocorridos nas rodovias brasileiras, cerca de 60% do total das mortes por acidente de trânsito no País. Para chegar a esse número foram somados os acidentes registrados pelas polícias rodoviárias federal e estaduais, além de realizadas estimativas para os estados que não tinham estatísticas e também para rodovias municipais.
"Essa previsão é para alertar as pessoas que vão pegar a estrada nesse período e relembrar as autoridades seu papel para evitar que essa tragédia se repita todos os anos", afirma Rodolfo Alberto Rizzotto, Coordenador do SOS Estradas.
Os números disponíveis da Polícia Rodoviária Federal para 2004 indicam que no dia 13 de dezembro o número de mortos já superou o total de mortos de 2003. Até o dia 13 de dezembro foram 5.789 mortos contra 5.780 em 2003. O número de feridos também está crescendo. Mantida a tendência, em 2004 serão aproximadamente 62.900 feridos contra 60.326 de 2003.
Nas estradas de São Paulo o número de vítimas de acidentes passou de 31.341, nos primeiros 11 meses de 2003, para 32.941 este ano, destas 2.097 morreram no local do acidente. A previsão do SOS Estradas é de que o número de feridos e mortos aumente em 4% este ano, provocando 173 mil vítimas nas rodovias brasileiras. O que significa 474 pessoas mortas ou feridas em acidentes nas estradas por dia.
Na avaliação do SOS Estradas, a maior parte dos acidentes ocorre por excesso de velocidade, desrespeito à sinalização e cansaço. Os motoristas profissionais são os que mais sofrem acidentes por fadiga devido ao excesso de jornada de trabalho.