As negociações para a transferência de Robinho para o Real Madrid chegaram a uma situação de impasse e nem mesmo a interferência da Fifa deve convencer o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, a negociar com o clube espanhol redução da multa rescisória de Robinho.
Nesta segunda-feira, ou o atleta ou a diretoria do Real encaminhará o pedido à entidade para mediar uma tentativa de negociação. O dirigente, contudo, já disse que não está disposto a enviar um advogado à Suíça para conversar com representantes do clube espanhol e do jogador. Seu objetivo é manter a posição de só liberar o atacante mediante o pagamento de US$ 50 milhões (R$ 117,6 milhões).
Marcelo Teixeira só vai tomar uma decisão oficial após ser convidado pela Fifa para uma audiência conciliatória. Irá conversar com seus advogados. Ouvirá deles que, se optar por não comparecer, não prejudicará o clube numa futura disputa na Fifa ou na Justiça.
- Quem vai tomar as decisões agora é o Real, a partir do momento que eles colocaram US$ 30 milhões (R$ 70,7 milhões) à disposição do Santos, têm esse direito - afirmou Wagner Ribeiro, um dos agentes do jogador santista.
O empresário refere-se à carta de crédito apresentada pelo time espanhol à CBF. O valor equivale a 60% dos direitos federativos do jogador, que detém os outros 40%. A garantia bancária foi dada para que a entidade nacional autorizasse a transferência de Robinho. Mas a CBF não concordou.
O departamento jurídico da confederação tem a mesma opinião do Santos: Robinho só tem direito a 40% em caso de negociação. A entidade apenas irá liberar a documentação do jogador se os US$ 50 milhões forem pagos.
Os espanhóis acreditam que a Fifa irá considerar a multa alta e estipulará um valor inferior.A entidade pode conceder também uma autorização provisória para o jogador se transferir até o problema ser resolvido, mas também pode suspender Robinho preventivamente pela quebra de contrato.