Os 19 acusados de participação no esquema de venda de liminares para beneficiar donos de bingos e máquinas caça-níqueis poderão ficar no Rio de Janeiro até o dia 17. Inicialmente eles seriam tranferidos para a Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande (MS) na segunda-feira, quando aconteceria a última audiência, de João Oliveira de Farias. Segundo a Polícia Federal (PF), ele atuaria como um dos tesoureiros do esquema.
Mas como quatro investigados se negaram a falar, alegando que não tiveram acesso às gravações das conversas telefônicas feitas pela PF, a juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Criminal Federal, decidiu abrir mais três dias de prazo para novas audiências, se os advogados quiserem, nos dias 15, 16 e 17.
Se algum dos quatro quiser depor novamente - e como a legislação permite ao acusado ouvir os interrogatórios dos demais envolvidos -, eles podem permanecer no Rio por mais alguns dias, em vez de serem enviados para Campo Grande. A decisão final, no entanto, cabe à juíza, que vai determinar se eles vão a Campo Grande e retornam no dia 15, ou se permanecem no Rio, presos no Batalhão Especial Prisional da Polícia Militar, em Benfica (zona Norte).
A situação dos quatro servidores públicos presos na operação - Susie Pinheiro Dias Mattos, delegada da PF; Carlos Pereira da Silva, delegado da PF; Francisco Martins da Silva, policial federal; e Marcos dos Santos Bretas, policial civil - também deve ser decidida nos próximos dias. A legislação permite que, no caso deles, se abra um prazo de 15 dias, a contar do recebimento da denúncia, que foi no dia 20 de abril, para ser apresentada uma defesa por escrito. Cabe à juiza Ana Paula decidir se aceita os argumentos apresentados ou se os convoca a depor.
Eles estão presos na PF de Brasília e sua eventual transferência para o Rio pode retardar ainda mais a ida dos demais acusados para Campo Grande.
Transferência de presos da Operação Furacão para MS pode levar mais tempo
Sexta, 04 de Maio de 2007 às 18:11, por: CdB