Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Transferência de papéis movimenta setor tecnológico no Brasil e nos EUA

O grupo de telecomunicações Oi divulgou nesta quarta-feira o número máximo de ações que pretende emitir na operação de aumento de capital necessária para a fusão com a Portugal Telecom. O volume financeiro da operação pode ficar perto de R$ 23 bilhões, bem acima de estimativa inicial da companhia.

Quarta, 02 de Abril de 2014 às 09:47, por: CdB
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A oferta pública primária de papéis da empresa pode movimentar até R$ 22,75 bilhões
O grupo de telecomunicações Oi divulgou nesta quarta-feira o número máximo de ações que pretende emitir na operação de aumento de capital necessária para a fusão com a Portugal Telecom. O volume financeiro da operação pode ficar perto de R$ 23 bilhões, bem acima de estimativa inicial da companhia. O anúncio foi feito horas depois da oferta de ações ter sido retomada com aval da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que na noite da véspera anunciou revogação de suspensão que havia determinada na semana passada. A oferta pública primária de papéis da empresa pode movimentar até R$ 22,75 bilhões, segundo cálculos da agência inglesa de notícias Reuters com base no preço de fechamento das ações da Oi na terça-feira. O valor é bem superior aos R$ 14 bilhões previstos pela companhia em documentos enviados ao mercado desde que o anúncio da fusão foi feito no final do ano passado. Segundo comunicado desta quarta-feira, a Oi pode emitir um lote inicial formado por até 1.917.028.657 ações ordinárias e 3.834.057.315 ações preferenciais na oferta. Considerando os preços dos papéis no fechamento da terça-feira, apenas este lote pode alcançar R$ 16,8 bilhões. A operação pode ainda ser ampliada com lotes suplementar -- mais 287.554.298 ações ON e 575.108.597 ações PN – e adicional – mais 383.405.731 papéis ON e 766.811.463 PN. Às 11h05, as ações ON da Oi exibiam alta de 5,61%, enquanto os papéis PN tinha valorização de 4,51% e o Ibovespa mostrava alta de 0,47%. Operação societária Ainda nesta quarta-feira, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, operação societária envolvendo Embratel, o grupo Globo e a Net. Por ser considerado simples, o caso foi aprovado em bloco, sem leitura do voto e debate na sessão plenária do Cade. A operação consiste na aquisição, pela Embrapar, holding controladora da Embratel, do equivalente a 5,5% do capital votante da GB Empreendimentos e Participações, ações estas que pertenciam anteriormente à Globo. Com essa operação, a Embratel passa a ser a maior acionista da GB, que detém 51 por cento do capital social da Net. Na mesma sessão, o Cade adiou o julgamento de operação entre Petrobras e Total. Licença Nos EUA, esta manhã, a BlackBerry disse que não vai renovar sua licença com a T-Mobile US para venda de produtos BlackBerry depois que o contrato atual expirar em 25 de abril. A empresa canadense afirmou que vai continuar a prestar serviço e suporte aos clientes existentes da rede da T-Mobile e aos que comprarem produtos do estoque da companhia. "Infelizmente, neste momento, as nossas estratégias não são complementares e devemos agir no melhor interesse de nossos clientes BlackBerry", disse o presidente-executivo John Chen em um comunicado. A BlackBerry disse que está "trabalhando em estreita colaboração" com outros parceiros para fornecer aos usuários alternativas se eles optarem por deixar a T-Mobile. A relação entre as duas empresas azedou após o CEO da Blackberry criticar a T-Mobile pelo envio de e-mails para alguns de seus clientes em fevereiro, promovendo iPhones 5S de graça e divulgando a promoção como uma "grande oferta para os clientes da BlackBerry". A T-Mobile não pôde ser imediatamente contatada para comentar o assunto fora do horário comercial nos Estados Unidos.
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