De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Controladores de Tráfego Aéreo (ABCTA), Wellington Rodrigues, a tranqüilidade nos aeroportos do país no último domingo, no retorno do feriado prolongado, foi fruto da união dos controladores de vôo.
- Pedimos que agüentassem esse chamado. O caos, infelizmente, serviu para mostrar que há um problema de colapso no tráfego aéreo do país, disse.
Os controladores , segundo Rodrigues estariam "sobrecarregados e estressados" com o excesso de serviço.
Uma reunião dos controladores de vôos com os ministros Waldir Pires, da Defesa, e Luiz Marinho, do Trabalho, está marcada para a próxima quarta-feira. Para o presidente da ABCTA, o colapso no setor é devido à falta de pessoal, estrutura arcaica e baixos salários.
Segundo Rodrigues, a carreira de controlador de vôo não é atraente.
- Muitos saem em busca de outras profissões. Ninguém quer ficar. O controlador é um sargento e não pode ter um diferencial no salário, porque causaria desconforto aos outros sargentos. Por outro lado, teríamos que fazer apenas uma escala, mas no militarismo isso não existe. A carreira é incompatível com a área militar, afirmou.
Há 2.170 controladores militares no país, 100 civis que prestam serviço à Aeronáutica e 400 à Infraero. Segundo a ABCTA, há carência de profissionais. Rodrigues cita o exemplo de Salvador, onde atuam 18 controladores de vôo, quando o ideal, para ele, seriam 53.