Rio de Janeiro, 18 de Outubro de 2026

Tranqüilidade marca o segundo dia da <i>Operação Guanabara</i>

Segunda, 15 de Setembro de 2008 às 15:56, por: CdB

O segundo dia da Operação Guanabara, na zona oeste do Rio de Janeiro, foi tranqüilo, segundo o coronel André Novaes. Cerca de 2 mil homens da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada do Exército estiveram nesta segunda-feira nas favelas do Taquaral, Sapo, Coréia e Vila Aliança.

No último domingo, o presidente em exercício do Tribunal Regional Eleitoral (TRE- RJ), Alberto Motta de  Moares, afirmou que seus fiscais teriam avistados homens armados circulando nessas comunidades. No entanto, segundo o coronel Novaes, porta-voz da operação, os homens do Exército não perceberam ninguém portando armas.

- Para o Exército, especificamente, não foi apresentada nenhuma ameaça. O Exército não identificou claramente pessoas portando armas, explicitamente, mostrando armas para nós. A gente vê pessoas circulando de motos, que são suspeitas. O Exército não se sentiu ameaçado ou hostilizado. Caso o Exército identifique uma pessoa armada, e essa pessoa esteja oferecendo risco de vida a nós ou aos civis, o Exército vai empregar seus meios adequadamente, proporcionalmente à ameaça, tomando todos os cuidados para não causar danos colaterais - disse o coronel..

O porta-voz da Operação Guanabara afirmou que a instituição tem condição de atuar no segundo turno das eleições, caso isso seja determinado pelo presidente da República, mas que o Exército considera que a necessidade seja muito maior no 1º turno, quando há a campanha para vereador.

Novaes considera boa a relação do Exércio com os moradores dessas áreas. Nesta segunda-feira, a banda do Regimento Escola de Infantaria do Exército tocou na Estação de Senador Câmara. Já na próxima terça-feira, o Exército vai realizar atendimento médico e odontológico na favela do Sapo. Será o último dia das tropas na zona oeste da cidade. Na quarta-feira, as Forças Armadas estarão na Rocinha e no Vidigal, na Zona Sul do Rio.

O objetivo da Operação Guanabara, segundo o porta-voz, é proporcionar a segurança durante o processo eleitoral e garantir o trabalho do TRE em 27 comunidades dominadas por traficantes ou milicianos.

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