Pelo menos 41 soldados podem ter morrido neste sábado, enquanto equipes de resgate buscavam pelo quarto dia os militares, em sua maioria adolescentes, que se perderam em uma nevasca durante um exercício militar nos Andes.
As famílias dos soldados começaram a identificar os 14 corpos encontrados até agora e que foram levados para uma base do exército na cidade de Los Angeles, ao sul do Chile. Muitos familiares culpavam o exército pelas mortes no vulcão de Antuco, perto da fronteira com a Argentina.
As equipes de resgate ainda procuravam por 27 soldados desaparecidos, que se alistaram há apenas um mês e partiram em um exercício básico de treinamento nas montanhas sem equipamentos para a tempestade de neve.
"Estou convencido de que eles estão mortos", disse o comandante-em-chefe do Exército, Juan Cheyre. Ele afastou alguns oficiais envolvidos no incidente e ordenou uma investigação militar interna, assim como uma civil.
O tempo melhorou depois de dias de neve, e os helicópteros puderam resgatar da montanha os 112 sobreviventes que estavam presos em um abrigo desde quarta-feira.
"Esperamos recebê-los esta manhã. Eles serão submetidos a exames médicos e depois verão suas famílias", disse um porta-voz do Exército à rádio Bio Bio.
O presidente chileno Ricardo Lagos declarou três dias de luto nacional e deve visitar a área após proferir seu discurso anual ao Congresso na manhã de sábado.
A busca pelos soldados começou na quarta-feira, depois que mais de 400 membros de um regimento de uma base em Los Angeles foram atingidos por uma tempestade. Centenas de soldados conseguiram escapar ou se esconder em abrigos, mas as baixas temperaturas e a visibilidade limitada com a neve prejudicaram a busca.
As famílias dos desaparecidos e a mídia local questionaram se o Exército prestou atenção aos informes do tempo antes dos exercícios anuais no começo do inverno no hemisfério sul.