Tragédia na escola: Cabral garante assistência a sobreviventes
O governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes concederam há pouco uma entrevista coletiva à imprensa sobre o ataque à Escola Municipal Tasso Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro. Pela manhã, a instituição foi invadida por um atirador que matou 11 estudantes, sendo dez meninas e um menino.
O governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes concederam há pouco uma entrevista coletiva à imprensa sobre o ataque à Escola Municipal Tasso Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro. Pela manhã, a instituição foi invadida por um atirador que matou 11 estudantes, sendo dez meninas e um menino.
Cabral declarou que irá prestar assistência aos sobreviventes e disse que a tragédia poderia ter sido maior, caso não houvesse a intervenção do sergento da Polícia Militar, Márcio Alexandre Alves, de 38 anos, que conseguiu imobilizar o atirador com um tiro. Em seguida, o matador atirou contra a própria cabeça.
Cabral informou também que irá mandar investigar como o atirador Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, aprendeu a manejar a arma; como obteve o armamento e os equipamentos, como cinto de munições e colete à prova de balas.
– Eu acredito que nós temos a obrigação de fazer e dar a nossa solidariedade e apoio às famílias dos jovens vitimados por este psicopata. Vamos dar assistência aos feridos e aos sobreviventes. E aguardar as investigações para descobrir como este psicopata adquiriu experiência com armas, a origem de todo este episódio lamentável –, declarou o governador.
– Por ultimo, mas não menos importante: quero agradecer ao herói, o terceiro sargento Alves do 14º BPM que estava participando de uma operação do Detro aqui perto. Dois meninos feridos abordaram as viaturas. Quando ele chegou à escola, o atirador já tinha acabado o massacre no primeiro andar, e estava no terceiro andar, quando se matou. Ele estava preparado para mais disparos, segundo a polícia militar –, completou Cabral.
Segundo o governador, o atirador era ex-aluno da escola e conseguiu entrar no colégio alegando que iria buscar seu histórico escolar. Em seguida, ele saiu e atirou contra as crianças. Um grupo de alunos pediu ajuda a policiais militares que davam apoio a uma fiscalização do Detro que era realizada próxima à escola. O sargento Márcio Alexandre Alves, de 38 anos, conseguiu imobilizar o atirador com um tiro, que, em seguida, atirou contra a própria cabeça. Cabral destacou a ação do policial:
Segundo o policial, quando ele chegou ao terceiro andar da escola, o ex-aluno estava saindo de uma sala armado e disparou contra ele. Ele respondeu ao tiro, acertando o assassino que se matou em seguida.
– O que eu senti foi um grande sentimento de tristeza pelo quadro de horror que presenciei aqui. Mas, também, um sentimento de dever cumprido por ter conseguido interceptar o atirador, porque ele ía para outra sala dar prosseguimento ao massacre. Uma das crianças me abraçou –, contou o policial visivelmente emocionado.
O prefeito Eduardo Paes disse que a tragédia poderia ter sido maior se não fosse a ação dos policiais. Segundo ele, a Secretaria de Educação do município já fez contatos com as famílias das vítimas. Ele disse, também, que a escola não será fechada:
– A escola não vai ser fechada. Ela tem a história de formação de muitos cariocas. Eles contam com a nossa solidariedade. Vamos deixar a escola funcionando e construindo sonhos –, declarou o prefeito.
A Secretaria de Saúde e Defesa Civil está com nove assistentes sociais e oito psicólogos atuando junto às famílias na escola. Há mais seis assistentes sociais da Prefeitura. Eles estão no local fazendo a identificação das vítimas com as famílias.
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