Até três mil pessoas podem ter sido mortas ou se ferido na explosão de dois trens de carga que colidiram perto de uma estação na Coréia do Norte, nesta quinta-feira, afirmaram agências de notícia da Coréia do Sul.
Os trens levavam gasolina e gás liqüefeito. Não foi sugerido que a explosão tenha sido causada por um ato terrorista ou criminoso, mas o incidente ocorreu horas depois de o líder norte-coreano Kim Jong-il passar pelo local, voltando de viagem à China - numa rara visita para discutir as ambições nucleares do regime stalinista de Pyongyang.
Um alto funcionário do Ministério da Defesa da Coréia do Sul disse que o país tomou conhecimento da explosão através de "canais de inteligência" - escutas e outras medidas para vigilância das atividades da Coréia do Norte. "A estação foi destruída como se tivesse sido atingida por um bombardeio e os destroços voaram pelos ares", relatou a agência de notícias Yonhap, citando fontes.
A colisão ocorreu por volta das 13h (hora local; 1h em Brasília), na estação Ryonchon, a 50 quilômetros de Sinuiju, perto da fronteira com a China, em direção à capital Pyongyang.
A Coréia do Norte aparentemente cortou as linhas telefônicas internacionais para a região afetada, supostamente para impedir que notícias sobre a explosão chegassem a outros países. O regime teria decretado uma espécie de emergência na área. A agência de notícias norte-coreana Yonhap disse que moradores de Dandong estavam preocupados com amigos e parentes que moram na área da tragédia.