Rio de Janeiro, 07 de Fevereiro de 2026

Tragédia aérea derruba Waldir Pires e Nelson Jobim assume Ministério da Defesa

O Palácio do Planalto confirmou nesta quarta-feira que o ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Nelson Jobim (PMDB) assumirá o Ministério da Defesa em substituição a Waldir Pires (PT). (Leia Mais) Mudança ocorre oito dias depois do pior acidente aéreo da história da aviação do país Airbus A320 da TAM, com 187 pessoas a bordo, explodiu depois de aterrissar

Quarta, 25 de Julho de 2007 às 08:24, por: CdB

O Palácio do Planalto confirmou nesta quarta-feira que o ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Nelson Jobim (PMDB) assumirá o Ministério da Defesa em substituição a Waldir Pires (PT).

O presidente acertou a entrada de Nelson Jobim nesta quarta-feira. A opção pelo ex-ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) vem sendo aventada desde meados do primeiro semestre deste ano. Lula considerava que Pires já estava desgastado e inoperante na condução da crise aérea.

Nesta manhã, Lula conversou rapidamente com Jobim. Antes, o presidente se reuniu com Waldir Pires, quando foi oficializada a saída do ministro da Defesa. Os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Dilma Rousseff (Casa Civil) foram encarregados por Lula de transmitir ao futuro ministro informações sobre as últimas decisões do Conac (Conselho de Aviação Civil).

Acidente

No último dia 17, a aeronave da TAM passou pela pista principal do aeroporto sem conseguir frear, atravessou a avenida Washington Luís e bateu contra um prédio da TAM Express, provocando um incêndio de grande proporções.

Há suspeitas de que a falta de "grooving" --ranhuras que ajudam no escoamento de água-- na pista principal de Congonhas seja um dos fatores que impossibilitou a frenagem do avião. A hipótese é investigada.

Ao todo, 74 vítimas do acidente com o vôo 3054 da TAM foram identificadas até esta manhã pelo Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo.

Algumas das vítimas não poderão ser identificadas nem por exame de DNA. Há corpos que, de tão queimados, ficaram calcinados, ou seja, reduzidos a cinzas, o que impossibilita qualquer tipo de identificação.

Estima-se que a temperatura do incêndio tenha atingido 1.000ºC. Em fornos crematórios, por exemplo, os corpos são queimados a temperaturas que variam de 400ºC a 1.200ºC.

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