A polícia investiga se traficantes da Favela Vila Vintém, em Padre Miguel, determinaram o ataque ao Cassino Bangu, ocorrido na noite desta sexta-feira. O incidente resultou em oito pessoas feridas, sendo um estudante universitário em estado grave. Informações divulgadas por policiais da 34ª DP (Bangu), que investigam o caso, acreditam que o baile funk do clube diminuiu o público na festa que, normalmente, acontece na favela e, por isso, a venda de drogas diminuiu no local, causando a revolta dos traficantes. A polícia também investiga se o ataque seria uma retaliação à presença no local de MCs originários do Morro da Providência, Centro do Rio, que pertenceriam a uma facção criminosa rival.
- Não podemos descartar essa hipótese e vamos investigar todas as possibilidades - disse o delegado Marcos Cipriano a jornalistas.
Os MCs Sabrina, Menor da Provi e Robinho da Prata estavam no programa do baile funk organizado pela Furacão 2000. Dono da Furacão 2000, o empresário Rômulo Costa, porém, não acredita na briga de facções:
- A gente faz baile em diversas comunidades e isso nunca aconteceu. Não acho que o motivo possa ser esse - diz ele.
Plínio Rodrigues de Carvalho, o estudante baleado na incursão dos marginais, comemoraram na manhã desta segunda-feira a recuperação do jovem. Eles creditam a melhora na saúde do rapaz a "um milagre". Ele foi baleado na cabeça na porta do Cassino Bangu, operado na noite de sábado, e poderá ser transferido do Centro de Tratamento Intensivo para o quarto do hospital Real Cordis, em Bangu.
- Todos os movimentos estão voltando, gradualmente. Milagres acontecem - disse o pai do rapaz, Marcos de França.